A sete palmos: Ansiedade
Por Tai Nalon • 20 Apr, 2008 • Categoria: Colunistas
Tenho vontade de tanta coisa, que não me cabe redundar em tantos grifos que nada me dizem. Esses impulsos doidos pululantes que me inebriam a mente e o corpo adormece e acorda em intervalos rápidos de respiração taquicárdia. Essas palavras não me dizem nada.
Tanto e tão pouco a dizer.
O pé balança no chão em descompasso infinitivo, daquele descompassar. E eu confusa, ululo, e penso que não vai nunca nunca nunca mais parar. É uma angústia tola e dela me livro - e volto - e passo - e despeço.
Despedaço de mim mesma, que se junta e recompõe as brevidades de cada pensamento.
A inconstância da lógica, das sinapses que me norteiam os objetivos e que me perdem o rumo do definitivo. O objetivo é um horizonte fora da tela, em uma pintura borrada por um hiato criativo.
Crio as miríades de desespero para mim. E nelas me esvaio, até miar meus traços e deles me desfaço.
Esmero o passar do tempo. Entreolho o tempo e o espaço.
E não passa.
No outros ela se desfaz em fumaça. Comigo não tem jeito mesmo.
Tai Nalon é uma pessoa inquieta.
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