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	<title>Re-vista! &#187; Luana Dias</title>
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	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:56:03 +0000</pubDate>
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		<title>Pé na estrada: Viagem a Parintins</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 02:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-188" title="viagemparintins04" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins04-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins05.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-189" title="viagemparintins05" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins05-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins06.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-190" title="viagemparintins06" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins06-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins07.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-191" title="viagemparintins07" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins07-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-193" title="viagemparintins03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins03-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Pé na estrada: Parintins é meu país</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 02:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O  título – uma reprodução de um dos versos da música “Emoção  pra valer”, composta por Rafael Lacerda e Flávio Farias e apresentada  pelo Boi-Bumbá Garantido no Festival de 2007 – consegue sintetizar  o sentimento de orgulho e nacionalismo despertados por uma das festas  folclóricas mais importantes do Brasil. Estar em Parintins é para  mim, sem exageros, uma das experiências mais fortes que uma pessoa,  principalmente um brasileiro, pode ter na vida. Meu primeiro contato  com esta verdadeira ópera a céu aberto aconteceu há 12 anos, quando  zapeando em frente à TV numa noite qualquer, eu e meu pai nos deparamos  com o Festival sendo transmitido ao vivo pela Amazon Sat. Naquele dia,  disse a mim mesma de que um dia veria este espetáculo de perto. O sonho  se concretizou no ano passado, quando estive pela primeira vez na bela  cidade situada na margem direita do “rio-mar” Amazonas, no arquipélago  de Tupinambarana.</p>
<p align="justify">Um  dos obstáculos para quem mora fora da Região Norte conseguir ir à  Parintins sem desembolsar muito dinheiro é o gasto com transporte e  hospedagem. A solução é começar a “caçar” pelo menos três  meses antes, promoções e tarifas mais em conta nas companhias aéreas  que levam até Manaus. A partir daí, o visitante tem duas opções  para chegar à Parintins: a mais barata (e talvez a mais emocionante)  é pegar uma das centenas de embarcações que fazem o trajeto até  a Ilha durante todo o período do Festival. Para atravessar os 420 km  (via fluvial) que separam as duas cidades, as embarcações demoram  de 18 a 24 horas, sendo que o percurso pode ficar ainda mais longo na  época do Festival devido a engarrafamentos&#8230;de barcos!</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-185" title="viagemparintins02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins02.jpg" alt="" width="500" height="203" /></a></p>
<p align="justify">A  outra opção – mais cara, porém bem mais rápida – é comprar  um dos milhares de bilhetes de companhias aéreas, que na época do  Festival chegam a disponibilizar vôos de Manaus-Parintins de hora em  hora. É importante destacar que o trajeto é feito somente naqueles  aviõezinhos de hélice, que á primeira vista metem um pouco de medo,  mas que são super seguros.</p>
<p align="justify">Já  com relação à hospedagem, a melhor opção é juntar um grupo de  pessoas e alugar uma casa. Além de ser mais barata, esta saída permite  que você conviva com gente de toda parte do Brasil! No meu caso, minha  estadia em Parintins só foi possível graças a um grupo chamado  <a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=28234785" target="_blank">Tribo  Orkut Parintins</a>. O grupo, coordenado por pessoas que vivem  em Manaus, divide todo ano uma casa na Ilha. Também há algumas pousadas  e hotéis, mas se você não faz reserva um ano antes, corre o risco  de pagar muito mais caro ou até ficar sem uma vaga!</p>
<p align="justify">No  quesito “alimentação”, não há com o que se preocupar. Em Parintins,  há opções para todos os bolsos: desde um suco de cupuaçu direto  da fruta, mega sanduíches e cachorros-quentes a preços entre R$1 e  R$2 até tambaquis e pirarucus fresquinhos a R$8/ pessoa em média.</p>
<p align="justify">A  minha “primeira vez” na Ilha ficou marcada por um dos momentos sublimes  vividos logo no primeiro dia: almoçando num restaurante à beira do  barrento rio Amazonas, tive a sorte de ver golfinhos que ali nadavam.  Empolgada, tirei correndo a minha câmera fotográfica da bolsa e registrei  aqueles minutos que ficarão para sempre guardados na minha memória.  Ali, naquele momento me dei conta da magia e do encantamento deste lugar,  no meio da selva amazônica.</p>
<p align="justify">De  volta à Ilha neste ano, desta vez acompanhada de meu pai (que foi meu  companheiro na época em que só podíamos assistir o Festival pela  TV, lembram?), pude desfrutar mais uma vez da alegria da Ilha: a música  e as danças nas ruas (os bares Comuna’s e Chapão são paradas obrigatórias  para qualquer turista!); as passagens de som no Bumbódromo, único  momento em que as “galeras” – como são chamadas as torcidas de  cada Boi – podem deixar um pouco de lado a diplomacia; o movimento  no Mercado Popular; os passeios de triciclo; e, claro, a emoção e  a energia indescritíveis vividas nos espetáculos apresentados nos  três dias do evento.</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-184" title="viagemparintins01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins01.jpg" alt="" width="500" height="264" /></a></p>
<p align="justify">Um  momento do último dia merece ser registrado aqui. Há poucas horas  de retornar para Manaus, eu e meu pai tivemos a oportunidade de conversar  com uma índia que estava comercializando seu artesanato na tradicional  feirinha que acontece todos os anos na cidade. Pertencente à tribo  dos tucunas – que ocupa o alto rio Solimões – ela nos contou as  dificuldades que enfrentou para chegar até ali sozinha, do seu desespero  ao se dar de conta que estava abandonada no meio do caminho quando a  embarcação em que ela vinha foi parada pela fiscalização e do alívio  ao saber que conseguiria lugar em outra embarcação. Mostrando seus  produtos, ela ia explicando, em meio a um sorriso e outro, o sistema  de transmissão familiar dos conhecimentos do artesanato indígena.  Em suma, uma aula prática de cultura brasileira.</p>
<p align="justify">Ao  contar para amigos que iria novamente a Parintins este ano, escutei  muitas vezes a frase: “Mas, por quê? Você já não foi no ano passado?”  Poderia perder horas formulando uma resposta racional para esta pergunta,  falar da minha paixão pela cultura popular, da beleza e da energia  das terras amazônicas&#8230;mas acho que só mesmo quem já foi à Parintins  poderia entender plenamente as razões (e as emoções ) que nos conduzem  todos os anos rumo à Ilha no mês de junho. Espero encontrar vocês  lá em 2009!</p>
<p align="justify"><a href="http://re-vista.info/2008/07/pe-na-estrada-viagem-a-parintins/" target="_blank">Veja a galeria de fotos da viagem de Luana Dias ao Festival de Parintins &gt;&gt;&gt;</a></p>
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		<title>A Lei segundo Kafka</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 01:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quem nunca se deparou com alguma história sobre os entraves da interminável e complexa teia burocrática do sistema judiciário? Este é o enredo da peça &#8220;O Processo&#8221;, uma adaptação para os palcos de um dos clássicos do início da literatura do século XX, redigida pelo escritor tcheco Franz Kafka, em cartaz no Teatro Maison de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca se deparou com alguma história sobre os entraves da interminável e complexa teia burocrática do sistema judiciário? Este é o enredo da peça &#8220;O Processo&#8221;, uma adaptação para os palcos de um dos clássicos do início da literatura do século XX, redigida pelo escritor tcheco Franz Kafka, em cartaz no Teatro Maison de France até o dia 27 de julho. No espetáculo, dirigido e com texto adaptado por José Henrique, o público é convidado a seguir os passos de Josef K. (Tuca Andrada), um alto funcionário de um banco que na manhã de seu aniversário de 30 anos se encontra detido por causas desconhecidas e não-reveladas. Durante os 120 minutos de peça, o personagem procura entender os motivos de sua detenção, sem conseguir encontrar respostas concretas para suas perguntas.</p>
<p>Gradativamente, a platéia é convidada a mergulhar junto com Josef K. nas entranhas do seu processo. A agonia e a sensação de impotência vão pouco-a-pouco tomando conta do personagem. Perdido, o bancário passa um dia à procura de um endereços incompleto. Ao entrar nos porões onde os processos caminham em ritmo lento, o ar é pesado, e Josef  K. quase morre sufocado pela poeira. O desconforto e a tensão vividos pelo protagonista em cena são passados à platéia a partir da repetição da rotina de visitas a advogados, nos diálogos com falas longas, repletas de expressões judiciárias desenroladas nos depoimentos ao Tribunal, e até mesmo de relacionamentos interesseiros e superficiais. Tudo sempre com uma certa ponta de humor.</p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/oprocesso01.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-179" title="oprocesso01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/oprocesso01.jpg" alt="" width="500" height="269" /></p>
<p>Dentre os momentos de risos entredentes, o destaque vai para a cena memorável em que o personagem Tintoreto, um pintor de quadros do alto escalão do Tribunal, conta a Josef K. quais são as alternativas possíveis para o encaminhamento do seu processo. Em meio a risos cúmplices da platéia, o pintor explica a diferença entre a absolvição real, a absolvição abstrata e o processo arrastado, uma crítica bem-humorada, porém contundente à confusa e ineficiente burocracia do sistema judiciário.</p>
<p>Estantes de aço repletas de caixas de arquivos e processos compõem o cenário, idealizado pelo cenógrafo Hélio Eichbauer. De dentro das caixas de arquivos e processos, são retirados os adereços usados para dar vida aos mais de 50 personagens vividos pelos atores Antonio Alves, Gustavo Ottoni, Letícia Guimarães, Paula Valente, Rogério Freitas, Roberto Lobo, Sílvia Monte e Suzana Abranches, que sustentam a cena com Tuca Andrada. Como figurino-base, todos os atores usam sóbrios ternos criados por Daniela Vidal.</p>
<p>A cena que termina o espetáculo de forma surpreendente dá ao público a liberdade de imaginar as diferentes versões para o fim da história de Josef K. Dura lex sed lex? Vale a pena ir à Maison de France e refletir com Kafka sobre os caminhos da Lei.</p>
<p>O PROCESSO<br />
Teatro Maison de France<br />
Avenida Presidente Antonio Carlos, 58 - Centro<br />
Informações: (21) 2544-2533<br />
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) / 20,00 (meia) às quintas e sextas-feiras<br />
R$ 50,00 (inteira) / 25,00 (meia) aos sábados e domingos</p>
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		<title>Pé na estrada: Viagem a Machu Picchu</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 08:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-145" title="viagemmachupicchu04" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu04-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-144" title="viagemmachupicchu03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu03-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu05.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-146" title="viagemmachupicchu05" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu05-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu06.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-147" title="viagemmachupicchu06" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu06-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Pé na estrada: Perdida em Terras Incas, fui parar no Pacífico</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 08:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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Uma das minhas maiores paixões na vida é colocar uma mochila nas costas com meia dúzia de peças de roupas e sumir por este mundão afora. Conhecer lugares, países, pessoas, respirar novos ares, viver aventuras ou simplesmente esquecer por alguns dias da rotina louca de jornalista. Este estilo de vida – quase &#8220;vício&#8221; – serviu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-141" title="viagemmachupicchu01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu01.jpg" alt="" width="500" height="207" /></a></p>
<p>Uma das minhas maiores paixões na vida é colocar uma mochila nas costas com meia dúzia de peças de roupas e sumir por este mundão afora. Conhecer lugares, países, pessoas, respirar novos ares, viver aventuras ou simplesmente esquecer por alguns dias da rotina louca de jornalista. Este estilo de vida – quase &#8220;vício&#8221; – serviu de inspiração para a criação da coluna &#8220;Pé na estrada&#8221;. Queria aproveitar este espaço semanal na Re-vista para poder compartilhar com as pessoas um pouco das experiências e sensações vividas nas andanças de viajante. Para dar início a este diário semanal, escolhi um dos meus destinos mais recentes: Peru.</p>
<p>No início, tudo não passava de uma utopia de três ex-estudantes de Comunicação, que tinham duas idéias fixas na cabeça: conhecer de perto a História do Povo Inca e ver pela primeira vez o Oceano Pacífico. Graças a uma passagem mais barata da TACA Airlines, o sonho virou realidade: dia 16 de maio de 2008 embarcamos no Galeão para a nossa aventura. Depois de literalmente &#8220;dormirmos&#8221; no aeroporto de Lima esperando a nossa conexão para Cusco, chegamos finalmente à primeira parada. Ao pisar na antiga capital do Império Inca, nos deparamos com o primeiro desafio: a dificuldade de respirar. Era o tão famoso soroche ou &#8220;mal das alturas&#8221;. A primeira coisa que fizemos ao largar as malas no hostal foi tomar um bom e quente chá de coca. Acreditem: a planta, seja em forma de chá seja as folhinhas que são mastigadas por quase toda a população local, é realmente essencial para a sobrevivência nos mais de 3.000 metros de altura da cidade.</p>
<p>Já no nosso primeiro dia de passeio, tivemos uma grata surpresa: as ruas estavam tomadas de muita festa. O sincretismo religioso das culturas indígenas ancestrais e do catolicismo europeu resultava numa grande mescla de cores que saía das Igrejas da cidade. Estandartes, dança, canto, flautas e batucadas davam o tom da procissão religiosa que subia e descia as ruas. Isto era apenas uma premissa do que estaria de vir dias depois, na quinta-feira de Corpus Christi. Na Plaza de las Armas, diante da Catedral de Cusco, uma verdadeira multidão se aglomerava e desde os primeiros raios da manhã enfrentava o sol forte para acompanhar uma missa campal rezada em espanhol e em &#8216;quechua&#8217; (idioma indígena). Até o final do dia, dezenas e dezenas de procissões se formavam ao redor da praça, com gigantescos e lindíssimos andores ornamentados com espelhos. Dias antes, tínhamos presenciado na mesma praça uma vigília em homenagem a Tupac Amaru, líder indígena que esteve à frente de uma revolta contra os espanhóis no século XVIII e que foi brutalmente executado. Baita sorte.</p>
<p>Os momentos mais marcantes da nossa viagem, no entanto, aconteceram em Machu Picchu. Para chegar à Cidade Sagrada, optamos por uma rota &#8220;alternativa&#8221; não tão árdua como o Caminho Inca – que totaliza três dias de caminhada – mas consideravelmente radical para três mochileiras sedentárias. Em Cusco, pegamos um ônibus com destino a Quiyllabamba, descemos em Santa Maria, um &#8220;pueblo&#8221; no meio do nada, onde passamos quase três horas esperando a primeira kombi em direção á próxima cidade, que só saía às 4h da manhã. Mais apertadas do que uma sardinha em lata, seguimos numa estradinha de terra digna de rally até a cidade de Santa Tereza, e após dividir um táxi com mais três pessoas e várias bolsas, chegamos à hidrelétrica. Lá, começamos uma cansativa porém belíssima caminhada pela linha do trem até chegar à Aguas Calientes. Todos nos diziam que o trajeto era de duas horas, mas no nosso ritmo ele se teve duração de três horas e meia.</p>
<p>Chegamos semi-vivas e fomos logo comprar os nossos bilhetes de ônibus para a subida até Machu Picchu. Não havia a menor condição de enfrentarmos 8 km de subida íngreme no dia seguinte. Seis dólares o trajeto. Compramos também o ingresso para Machu Picchu, que nos custou a facada de mais de cem soles. Todos os sacrifícios valeram a pena no primeiro minuto em meio às fantásticas ruínas incas. Recepcionadas por lhamas (!!), fomos direto a entrada de Waynna Picchu, que significa &#8220;pico jovem&#8221; em quechua. Lá, após uma hora de caminhada, chegamos ao ponto mais alto da cidade sagrada, de onde contemplei a vista mais impressionante de minha vida. De volta a Machu Picchu, a história Inca passava na frente de nossos olhos: frente-a-frente com templos, casas, tumbas, estruturas agrícolas, nossa imaginação voava alto. Indescritível e inesquecível. No dia seguinte, passamos o dia todo na estrada, percorrendo diversos pontos : as ruínas de Ollantaytambo, a plantação de batatas de Moray, a paisagem branca das Salineras de Maras, Chinchero, onde compramos toalhas incríveis e por fim, de volta ao aeroporto de Cusco.</p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-142" title="viagemmachupicchu02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/viagemmachupicchu02.jpg" alt="" width="500" height="328" /></a></p>
<p>Os dois últimos dias da viagem foram dedicados à Lima. A cidade – que à primeira vista poderia ser definida como uma São Paulo peruana – guarda cenários tão distintos quanto o Centro Antigo de influência espanhola, a boemia do bairro de Barranco e a modernidade e elegância de Miraflores. As plaquinhas de &#8220;zona protegida em caso de sismos&#8221; espalhadas por toda parte nos lembravam que o local foi alvo constantes da fúria dos terremotos. Um dos mais emblemáticos – ocorrido em 1974 – foi o tema de grande parte da conversação com Jesus. Assim se chamava (acreditem!) o chefe dos guias de visitação da Catedral de Lima, que virou nosso ídolo ao narrar com emoção cada episódio relacionado ao templo. No fim da tarde, nossa despedida da cidade não poderia ser melhor: do alto de um mirante, vimos o sol se pôr nas águas do Oceano Pacífico, lindo em sua imensidão.</p>
<p>Para finalizar, queria deixar aqui o meu agradecimento às minhas companheiras de viagem, Cristiana Giustino e Clarissa Glória. Confesso que se não fosse o empenho de Cristiana, que dedicou horas e horas de seus dias às pesquisas sobre história e hospedagem e o &#8220;mapa humano&#8221; que é  Clarissa, nossa viagem não teria sido tão completa. Muchas gracias, chicas!</p>
<p><a href="http://re-vista.info/2008/06/pe-na-estrada-viagem-a-machu-picchu/" target="_blank">Veja mais fotos! &gt;&gt;&gt;</a></p>
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		<title>O Melhor do Musical encanta público de todas as idades</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 21:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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O título do espetáculo traz uma proposta audaciosa: apresentar numa mesma noite grandes clássicos de musicais com estilos tão distinos como &#8220;A Noviça Rebelde&#8221; e &#8220;Rent&#8221;. Em cena, mais de quinze atores-bailarinos-cantores são convidados a mostrar sua versatilidade e talento em 24 canções apresentadas ao vivo, durante quase duas horas de espetáculo sem intervalo. Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/musical02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-130" title="musical02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/musical02.jpg" alt="" width="500" height="218" /></a></p>
<p>O título do espetáculo traz uma proposta audaciosa: apresentar numa mesma noite grandes clássicos de musicais com estilos tão distinos como &#8220;A Noviça Rebelde&#8221; e &#8220;Rent&#8221;. Em cena, mais de quinze atores-bailarinos-cantores são convidados a mostrar sua versatilidade e talento em 24 canções apresentadas ao vivo, durante quase duas horas de espetáculo sem intervalo. Ao final da apresentação, a promessa é cumprida: &#8220;O Melhor do Musical&#8221; é uma overdose para os olhos e ouvidos dos amantes deste gênero musical imortalizado na Broadway e na telona do cinema. Sob a direção geral de  Alessandro Dovalle, a peça está até o final de junho no Centro Cultural Veneza, agradável casa de espetáculos da Zona Sul do Rio.</p>
<p>A lista de musicas é extensa: em cena, o elenco intepreta cenas e musicas de  &#8220;Miss Saigon&#8221;, &#8220;Rei Leão&#8221;,  &#8220;Cats&#8221;, &#8220;Moulin Rouge&#8221;, &#8220;Cantando na Chuva&#8221;, &#8220;Noviça Rebelde&#8221;, &#8220;Jesus Cristo Super Star&#8221;, &#8220;Dreamgirls&#8221;, &#8220;Chicago&#8221;, &#8220;O Fantasma da Ópera&#8221;, &#8220;Grease&#8221; , &#8220;Mamma Mia&#8221;, entre outros. A direção musical de Delfim Moreira, que mescla as canções originais em inglês com diálogos e versões em português,  estabelece um ótimo padrão de qualidade.</p>
<p>O destaque vai para a voz singular da cantora Rosana Chayin, que se imortaliza nas interpretações das canções-tema de &#8220;O Fantasma da Ópera&#8221; e &#8220;Chicago&#8221;, mostrando inclusive uma boa expressão corporal. A jovem artista é uma das revelações da nova safra de cantores-atores de musicais. Outro nome que brilha nas interpretações musicais é Henrique Lancaster. Com uma voz versátil, o ator e cantor emociona o público com os solos de &#8220;The Circle of life&#8221;, de &#8220;O Rei Leão&#8221; e &#8220;I&#8217;ll cover you&#8221;, de Rent. A coreografia – correta na maior parte do tempo – tem seus pontos altos nas performances de Chicago, Grease e Cats.</p>
<p>Quando as luzes se acendem, as músicas continuam ecoando na mente de cada espectador e é quase inevitável deixar o teatro com aquela vontade de sair pela rua, cantando e dançando, cada um com sua canção preferida. É a magia dos musicais que permanece viva.</p>
<p><strong>Broadway – O melhor do Musical</strong><br />
Centro Cultural Veneza<br />
Av. Pasteur, 184, próximo ao Iate Clube em Botafogo.<br />
De sexta a domingo, às 21h.<br />
Ingressos: R$60  e R$30 (meia)<br />
Até 28 de junho.<br />
Censura livre.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-131" title="musical03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/musical03.jpg" alt="" width="500" height="171" /></p>
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		<title>Especial Parintins: A Festa da Ilha Encantada da Amazônia</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[festival de parintins]]></category>

		<category><![CDATA[parintins]]></category>

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		<description><![CDATA[luana.dias@re-vista.info
Dia 29 de junho, por volta das 20h, sensação de  aperto no peito, nó na garganta, queixo caído, não exatamente nesta ordem. Até  os corações e mentes mais preparados não conseguem escapar da onda de efeitos  colaterais ocasionados pela emoção de presenciar os minutos iniciais do primeiro  dia de apresentação oficial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="mailto:luana.dias@re-vista.info"><em>luana.dias@re-vista.info</em></a></p>
<p align="justify">Dia 29 de junho, por volta das 20h, sensação de  aperto no peito, nó na garganta, queixo caído, não exatamente nesta ordem. Até  os corações e mentes mais preparados não conseguem escapar da onda de efeitos  colaterais ocasionados pela emoção de presenciar os minutos iniciais do primeiro  dia de apresentação oficial dos ‘Bois’, no Festival Folclórico de Parintins.  Mesmo aqueles que já têm os olhos acostumados à grandiosidade do carnaval do  Rio, se surpreendem. Isso porque, depois dos primeiros minutos de festa, é fácil  perceber que as semelhanças entre estas duas manifestações culturais se  restringem à origem popular e sua posterior espetacularização. Ao som de toadas  e cantos indígenas, Parintins se singulariza ao apresentar em plena selva  amazônica um espetáculo com três dias de duração, que revela de forma fantástica  as figuras e o imaginário da região.</p>
<p align="justify">O Bumbódromo – uma gigantesca arena, que se transforma em anfiteatro  amazônico a céu aberto – tem suas arquibancadas divididas em dois setores: um  ‘vermelho’ reservado ao Garantido e outro ‘azul’, que representa o Caprichoso. O  radicalismo é tanto que até empresas multinacionais trocam as cores de suas  logomarcas, tais como a Coca-Cola e a Tim, que “azulam” no lado do Caprichoso.  As ‘galeras’ – como são chamadas as torcidas – nunca se misturam: por enquanto  um dos ‘Bois’ se apresenta na arena, os torcedores do ‘contrário’ ficam  completamente no escuro, em silêncio, não podendo se manifestar de nenhuma  maneira. Com coreografias ensaiadas e as toadas novas e antigas na ponta da  língua, eles são um dos itens (quesitos) importantes na nota final dos Bois e  vibram durante as duas horas e meia de apresentação por dia.</p>
<p align="justify">Com origens do bumba-meu-boi maranhense, trazido pelos  imigrantes que vieram trabalhar na extração da borracha, os boi-bumbás de  Parintins se diferenciam pela mistura com elementos da cultura amazônica, que  permeiam a vida do ‘caboclo’. A história na sua essência é a mesma contada no  folclore nordestino: grávida, Mãe Catirina, mulher do caseiro, tem o desejo de  comer a língua do Boi mais bonito da fazenda. Pra satisfazer a esposa, Pai  Francisco manda matar o animal preferido do patrão. É neste momento que a  história ganha sua versão regional: no lugar de um médico, um pajé é convocado  para ressuscitar o Boi. Também dentro do contexto amazônico, são acrescentadas à  história a Cunhã-Poranga (mulher mais bonita da aldeia), a Rainha do Folclore e  a Porta-Estandarte como itens femininos regionais, além das Tribos indígenas e  dos ‘Tuxauas’, uma espécie de destaque luxuoso de chão.</p>
<p align="justify">Durante os três dias do Festival, entram em cena também as  histórias que permeiam o imaginário amazônico. Em alegorias – formadas por  módulos que se encaixam e se transformam em cenários gigantescos – são contadas  lendas, rituais e se exalta a trajetória de personagens regionais. Aí, a  imaginação do artista parintinense não tem limites: são árvores que ganham vida;  morcegos negros que sobrevoam a arena e são vencidos pelo pajé; batalhas entre  monstros e guardiões que habitam o imaginário amazônico, uma escultura  gigantesca de Chico Mendes, que entra andando na arena, entre outras surpresas.  Os espíritos da floresta são evocados pelos cantos do levantador de toadas e o  rufar dos tambores dos 400 ritmistas, que ganham o nome de Batucada, no  Garantido e de Marujada, no Caprichoso.</p>
<p align="justify">Em meio a tanta engenhosidade e luxo, a figura simples do  ‘Boi’ ainda é o grande destaque da festa. Protegidos por suas vaqueiradas, o Boi  branco, do Garantido e o Boi negro do Caprichoso encantam a todos com seus  rodopios e giros coordenados pelos seus ‘tripas’ – homem que dá vida ao animal.  O Boi recebe os carinhos e a comida da Sinhazinha e suas virtudes e tradições  são exaltadas nos versos, declamados por seu Amo.</p>
<p align="justify">Com alegorias magistrais, coreografia bem ensaiada  e valorização dos itens regionais, o Boi Caprichoso consagrou-se campeão da  edição 2007 do Festival, quebrando uma seqüência de três campeonatos de seu  rival, o Garantido. Porém, independente da disputa, o maior legado de Parintins  proporcionado aos visitantes é mesmo o fator emoção. A ponto de fazer a  jornalista mergulhar num devaneio, protagonizado pelo maestro Carlos Gomes. Se o  autor da ópera Guarani ainda fosse vivo, escreveria uma obra monumental,  inspirada na energia contagiante desta manifestação folclórica. Um novo Guarani,  ao som de toadas e no compasso das “palminhas”.</p>
<p align="justify"><em>Fotos de Anne Morata e Luana Dias</em></p>
<p align="justify"><em>Luana Dias</em></p>
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		<title>Especial Parintins: Abra a boca e feche os olhos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

		<category><![CDATA[festival de parintins]]></category>

		<category><![CDATA[parintins]]></category>

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Abra  a boca e feche os olhos. Este é o conselho para os milhares de turistas que  desembarcam pela primeira vez na cidade de Parintins. Para recuperar as energias  e agüentar os três dias de festa, um visitante que se preze deve seguir o  exemplo dos nativos e cair de boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="mailto:luana.dias@re-vista.info">luana.dias@re-vista.info</a></p>
<p align="justify">Abra  a boca e feche os olhos. Este é o conselho para os milhares de turistas que  desembarcam pela primeira vez na cidade de Parintins. Para recuperar as energias  e agüentar os três dias de festa, um visitante que se preze deve seguir o  exemplo dos nativos e cair de boca numa infinidade de delícias, que ganham um  sabor especial no interior da Amazônia.</p>
<p align="justify">Uma das frutas mais emblemáticas das regiões Norte e Nordeste  do país, o cupuaçu é uma das estrelas do cardápio diferenciado. Em Parintins,  pela bagatela de um real, pode-se comprar um copo caprichado de suco de cupuaçu  fresquinho, direto da fruta. Pelo mesmo valor, o sorvete de cupuaçu garante uma  pausa refrescante depois de uma caminhada sob o implacável sol.</p>
<p align="justify">Na hora do almoço, os peixes são a grande pedida, todos vindos  das águas doces e barrentas do Rio Amazonas. O farto pirarucu e o bodó são  figuras fáceis nos restaurantes e feiras livres espalhados pela cidade. Mas  atenção: cuidado com o jaraqui. A sabedoria popular amazonense já faz o alerta  “Jaraqui, só come quem é daqui”. Isso porque o peixe, apesar de ser uma opção  saborosa e barata, tem espinhas pequenas, e para comê-lo é necessário saber  abri-lo com engenhosidade, separando meticulosamente a carne.</p>
<p align="justify">No  Espaço Café Lanches, localizado no Mercado Central de Parintins, o pão com  tucumã – fruta típica da região – está entre as opções mais pedidas. Na época do  Festival chegam a ser vendidas até 400 unidades da iguaria, uma das opções  preferidas dos clientes para o café-da-manhã.</p>
<p align="justify">“Muitas vezes, o estoque de pão chega a acabar antes do início  da tarde”, relata Zandra Teixeira, proprietária do local.</p>
<p align="justify">Uma outra opção a base de tucumã chama a atenção dos visitantes  no cardápio da lanchonete. A “tapioca aquela” – uma espécie de X-Tudo de  Parintins, que leva tapioca, ovo, queijo, presunto e tucumã – guarda no seu nome  uma história peculiar que tem como protagonista uma figura conhecida da  cidade.</p>
<p align="justify">“O Raul Góes, ex-presidente do Boi Garantido, veio aqui e pediu  uma vitamina &#8216;adubada&#8217;, com guaraná, açaí entre outros ingredientes. Para  acompanhar, ele pediu uma tapioca com tudo que tivesse direito. Todos os dias,  ele repetia o ritual, pedindo a vitamina e ‘aquela’ tapioca. Outros  freqüentadores gostaram da nova modalidade e foram repetindo ‘aquela’ e assim  foi batizado o prato”, revela Zandra.</p>
<p align="justify">Mesmo com o calor escaldante, muitas pessoas ainda se arriscam  a tomar sopas e caldos variados. O tacacá – um caldo de origem indígena – é  servido em pequenas cuias e tem em sua composição as folhas de jambu, uma planta  considerada afrodisíaca, e que deixa a boca com uma sensação de dormência.</p>
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		<title>Especial Parintins: Para entrar no ritmo e acertar o passo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>

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		<category><![CDATA[parintins]]></category>

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Poucas horas de sono e muita alegria é o lema da galera que curte o  Festival Folclórico de Parintins. Desde as primeiras horas do dia até a alta  madrugada, as mais de cem mil pessoas que invadem a cidade no último final de  semana de junho, se integram aos nativos da região [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="mailto:luana.dias@gmail.com"><em>luana.dias@gmail.com</em></a></p>
<p align="justify">Poucas horas de sono e muita alegria é o lema da galera que curte o  Festival Folclórico de Parintins. Desde as primeiras horas do dia até a alta  madrugada, as mais de cem mil pessoas que invadem a cidade no último final de  semana de junho, se integram aos nativos da região e, juntos, protagonizam uma  verdadeira maratona de diversão. Seja na praça central da cidade, seja nos bares  o povo faz a festa, com muito bom-humor, despojamento, diplomacia e  simplicidade.</p>
<p align="justify">Na Praça dos Bois, a tradicional Festa dos Visitantes, que  acontece na noite anterior ao primeiro dia de apresentação, reúne a multidão que  já marca presença na cidade. Também no dia que antecede à abertura oficial do  Festival, a pacata pracinha da Catedral de Parintins vai se transformando no  epicentro do agito “pós- Bumbódromo”. Quase como num rito de passagem, uma  multidão de pessoas munidas de vassouras e sabão se engaja numa mega operação de  limpeza dos chafarizes, que se transformam à noite numa pista de dança  cibernética, com direito a globos prateados giratórios e canhões de luzes. Neste  setor da praça, a batida eletrônica comanda a galera.</p>
<p align="justify">A poucos passos dali, literalmente no meio da rua, um potente  equipamento de som instalado na mala de um carro faz o povo balançar com música  baiana, calipso, forró e funk. Para aqueles que preferem continuar dançando ao  som das toadas dos Bois, a boa pedida é alongar um pouco mais a caminhada e  conferir os shows que rolam no palco montado na lateral direita da igreja, onde  as principais bandas e vozes regionais se apresentam acompanhados de dançarinos.</p>
<p align="justify">Durante o dia, debaixo de um sol escaldante, a festa continua em dois  dos mais tradicionais bares: Chapão e Comuna’s. Localizados respectivamente nos  territórios azul e vermelho da cidade, eles foram durante muito tempo o retrato  da divisão acirrada entre as duas “galeras” do Garantido e Caprichoso. Porém, há  poucos anos, a rivalidade foi deixada de lado e, atualmente, as duas torcidas  brincam juntas. As irmãs Eunice e Enilce Martins são um exemplo da trégua  estabelecida nos dois redutos. As caboclinhas de 23 anos, que fazem sucesso em  Manaus como dançarinas do grupo de forró Xiado na Xinela viraram atração no bar  Chapão. Gêmeas idênticas, elas se distinguem quando o assunto é amor aos Bois:  Eunice leva a estrela azul e Enilce não abre mão do coração do Garantido.</p>
<p align="justify">No Comuna&#8217;s, a diplomacia entre as torcidas continua. No tradicional  reduto do Garantido, as nações “vermelha” e “azul” dançam, cada um ostentando os  símbolos do seu boi. O vocalista da banda show que toca no local chega a brincar  com a situação, que seria considerada inusitada há alguns anos:</p>
<p align="justify">“Garantido ou Caprichoso, vamos levantar a mão e sacudir”,  convoca.</p>
<p align="justify">O único lugar que a divisão segue intacta é nos “currais”. Os espaços,  usados para os ensaios de cada Boi, ficam lotados nas horas que antecedem a  apresentação. Artesãos, diretores, torcedores e dançarinos usam o local para os  últimos preparativos. O compositor Rafael Lacerda, de 20 anos, ouvia com  expectativa todos os detalhes passados pela diretoria do Garantido para o  espetáculo. O jovem de Manaus, que há cerca de dez anos acompanha a Festa de  Parintins, traz na pele o amor pelo seu Boi, com a frase “Sou feliz por ser  vermelho”, tatuada no alto de suas costas.</p>
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		<title>Especial Parintins: Vermelho de paixão</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[boi garantido]]></category>

		<category><![CDATA[festival de parintins]]></category>

		<category><![CDATA[parintins]]></category>

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Às margens do Rio Amazonas, vive, há 60 anos, Maria Ângela de  Albuquerque Faria. A veterana de 84 anos largou aos 24 a confortável vida em  Belém do Pará para acompanhar o marido, que por conta dos negócios ligados à  borracha, havia sido transferido para a pequena cidade de Parintins. No interior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="mailto:luana.dias@gmail.com"><em>luana.dias@gmail.com</em></a></p>
<p align="justify">Às margens do Rio Amazonas, vive, há 60 anos, Maria Ângela de  Albuquerque Faria. A veterana de 84 anos largou aos 24 a confortável vida em  Belém do Pará para acompanhar o marido, que por conta dos negócios ligados à  borracha, havia sido transferido para a pequena cidade de Parintins. No interior  da Amazônia, em meio à solidão e à saudade da família, Maria começou a ceder o  espaço de seu quintal para brincadeiras de um boi-bumbá branco, que levava um  coração na testa. E foi paixão à primeira vista: a devoção pelo Boi Garantido,  que já dura 50 anos, fez com que a ribeirinha &#8220;vermelhasse&#8221; sua vida por  completo.</p>
<p align="justify">A casa de Maria Ângela se destaca pela onipresença do vermelho:  desde a fachada até a cama, as paredes, o conjunto de chá, o fogão a lenha, o  sofá e até as hélices do ventilador ganharam o tom encarnado do seu Boi de  coração. Porém, a parte da casa que mais chama a atenção dos milhares de  visitantes que entram e saem, sem dúvida, é a piscina. A história repetida pelo  povo amazônida é de que a veterana estava cansada de ver a água azul – cor do  Boi rival Caprichoso – e, por isto, numa atitude radical, mandou pintar tudo.  Sobre a &#8220;lenda&#8221;, Maria apenas abre um sorriso e esclarece: <script type="text/javascript"><!--
 D(["mb","\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>&#8221;Que nada! Eu só achei que ficaria mais bonita uma piscina vermelha. Há um ano, eu resolvi fazer uma reforma e até mandei pintar o interior dela de verde&#8221;, argumenta Maria.\n\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>&#8221;Verde? Mas por que não o tradicional azul?&#8221;, perguntam os ouvintes da entrevista. A simpática &#8220;vovó&#8221; solta mais um sorriso e aproveita para desconversar.\n\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>Hoje, a casa de Maria Ângela, chamada carinhosamente de &#8220;vovó&#8221; pelos parintinenses de todas as idades, já virou ponto turístico oficial da cidade e é visitada por uma legião de turistas que vêem de diversas partes do mundo para apreciar a festa. Alemães, espanhóis, franceses, italianos, australianos e até japoneses já conheceram a casa, que durante todos os dias do festival fica de portas abertas. \n\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>O vermelho está presente na vida de Maria Ângela até nos momentos de lirismo à beira do &#8220;rio-mar&#8221;. A veterana conta que já viu, inclusive, uma lua rubra se debruçar no horizonte. \n\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>&#8221;Há uns cinco anos, uma grande lua cheia já apareceu aqui no rio Amazonas, com uma aura toda vermelha! Mais parecia um sol! Foi a lua mais linda que já vi na minha vida&#8221;, relata.\n\u003cspan\>   \u003c/span\>\u003cspan\>  \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-indent:35.4pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>A paixão de Maria Ângela pelo Boi foi passada para o seu filho, Paulinho Faria, que, por mais de vinte anos foi apresentador do Boi Garantido, um dos itens (quesitos) de maior importância na celebração folclórica. Por conta de problemas de saúde, Paulinho foi obrigado a se afastar da função, mas até hoje é uma referência para a nação rubra. Orgulhosa, a &#8220;mãe-coruja&#8221; mostra o painel pintado em um dos seus muros de sua casa, com o retrato de seu filho.\n&#8221;,1] );
// &#8211;></script></p>
<p align="justify">&#8220;Que nada! Eu só achei que ficaria mais bonita uma piscina  vermelha. Há um ano, eu resolvi fazer uma reforma e até mandei pintar o interior  dela de verde&#8221;, argumenta Maria.</p>
<p align="justify">&#8220;Verde? Mas por que não o tradicional azul?&#8221;, perguntam os  ouvintes da entrevista. A simpática &#8220;vovó&#8221; solta mais um sorriso e aproveita  para desconversar.</p>
<p align="justify">Hoje, a casa de Maria Ângela, chamada carinhosamente de &#8220;vovó&#8221;  pelos parintinenses de todas as idades, já virou ponto turístico oficial da  cidade e é visitada por uma legião de turistas que vêem de diversas partes do  mundo para apreciar a festa. Alemães, espanhóis, franceses, italianos,  australianos e até japoneses já conheceram a casa, que durante todos os dias do  festival fica de portas abertas.</p>
<p align="justify">O vermelho está presente na vida de Maria Ângela até nos  momentos de lirismo à beira do &#8220;rio-mar&#8221;. A veterana conta que já viu,  inclusive, uma lua rubra se debruçar no horizonte.</p>
<p align="justify">&#8220;Há uns cinco anos, uma grande lua cheia já apareceu aqui no  rio Amazonas, com uma aura toda vermelha! Mais parecia um sol! Foi a lua mais  linda que já vi na minha vida&#8221;, relata.</p>
<p align="justify">A paixão de Maria Ângela pelo Boi foi passada para o seu filho,  Paulinho Faria, que, por mais de vinte anos foi apresentador do Boi Garantido,  um dos itens (quesitos) de maior importância na celebração folclórica. Por conta  de problemas de saúde, Paulinho foi obrigado a se afastar da função, mas até  hoje é uma referência para a nação rubra. Orgulhosa, a &#8220;mãe-coruja&#8221; mostra o  painel pintado em um dos seus muros de sua casa, com o retrato de seu filho. <script type="text/javascript"><!--
 D(["mb","\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>\u003cspan\> \u003c/span\>\u003cspan\>           \u003c/span\>&#8221;Ainda sonho com o dia em que ele vai voltar a apresentar o nosso Boi. Tenho fé nisso&#8221;, revela.\n\u003c/font\>\u003c/p\>\n\u003cp style\u003d\&#8221;margin:0cm 0cm 0pt;text-align:justify\&#8221;\>\u003cfont face\u003d\&#8221;Times New Roman\&#8221;\>\u003cspan\> \u003c/span\>\u003cspan\>           \u003c/span\>Este ano, Maria Ângela teve parte de suas preces atendidas: Paulinho voltou a pisar na arena na última noite de apresentação. Convidado pela direção do Boi Garantido, ele empunhou novamente o microfone e levantou o público no Bumbódromo, minutos antes de iniciar a apresentação oficial para os jurados, protagonizando um dos momentos de grande emoção do Festival. \n\u003cspan\> \u003c/span\>\u003cspan\>  \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\u003c/div\>\n\u003cdiv\> \u003c/div\>\n&#8221;,0] );
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<p align="justify">Este ano, Maria Ângela teve parte de suas preces atendidas:  Paulinho voltou a pisar na arena na última noite de apresentação. Convidado pela  direção do Boi Garantido, ele empunhou novamente o microfone e levantou o  público no Bumbódromo, minutos antes de iniciar a apresentação oficial para os  jurados, protagonizando um dos momentos de grande emoção do Festival.</p>
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