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	<title>Re-vista! &#187; Luiza Real</title>
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	<description>Porque cultura é coisa séria!</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:56:03 +0000</pubDate>
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		<title>A vida é assim: A rotina da beleza na hora dos comerciais</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Queridos leitores, eu tenho uma confissão a fazer: eu gosto de comerciais. E gosto bastante. Apesar de saber de que ela é considerada uma grande vilã por muitos - já que induz ao consumismo através da criação de status e estilos de vida não essenciais - eu gosto de assistir às publicidades como se fossem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-60" style="float: right; margin: 10px;" title="a-vida-e-assim-02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Queridos leitores, eu tenho uma confissão a fazer: eu gosto de comerciais. E gosto bastante. Apesar de saber de que ela é considerada uma grande vilã por muitos - já que induz ao consumismo através da criação de status e estilos de vida não essenciais - eu gosto de assistir às publicidades como se fossem pequenos filmes. Pois é, hoje em dia, o cinema é visto como arte, mas não é ele também um dos primeiros meios (tecnológicos) massivos?</p>
<p>Bem, sem querer entrar em uma outra discussão – nem um pouco recente, inclusive – eu vou voltar a minha confissão. Nas últimas semanas, dois comerciais de fabricantes de cosméticos me chamaram muito a atenção: o do O Boticário e da Natura. Eu gostaria de dizer que os dois em agradaram, mas, infelizmente, isso não aconteceu.</p>
<p>Afinal, não tem como não levar um susto diante de uma mensagem publicitária com um discurso oco sobre a beleza e a estética. Um anúncio que retrata uma sociedade dita “igualitária” vivida por mulheres com roupas iguais, corte de cabelos iguais e atividades iguais. Às vezes, penso que os publicitários se inspiraram no universo de 1984. Se foi esta a intenção, coitados, passaram longe.</p>
<p>Primeiro, sinto-me particularmente ofendida com este comercial. Quer dizer que mulheres com cabelo chanel com franja e que não usam salto alto não estão preocupadas com a sua aparência? Quer dizer que eu sou feia? Eu sei que a proposta é fazer um discurso contra a padronização (e por que não massificação?) da sociedade contemporânea. Porém, as imagens e roteiro do comercial é tão vazio. Parece que a independência, a “desconfiguração” só pode ser feita através de bobos mecanismos que modificam a aparência. Claro que a aparência é importante, é uma linha de interação entre diferentes grupos que se identificam através do visual. A estética cria uma ética, ética de cada grupo, como diria Maffesoli. Porém, estas identificações são feitas de diversas maneiras, por diferentes atitudes e não só porque alguém mudou a cor do batom, passou um blush ou pintou o cabelo. Isso também faz parte, mas aparência é reflexo de outras escolhas e posturas diante da vida.</p>
<p>Agora, o comercial da linha Tododia da Natura é um prazer. “Poesia pura”, como disse uma grande amiga. Uma idéia simples de mostrar como tudo na vida é feita de rotinas, inclusive a nossa diferenciação no mundo. Somos rotinas. Nossa aparência é uma rotina de escolhas e cuidados. E vale lembrar que a última campanha da empresa, para o lançamento da linha Amor América, também primou pela delicadeza e perspicácia.</p>
<p>É muito difícil imaginarmos um mundo sem rotina proposta pela Natura, mas fácil fácil imaginar um mundo sem a superstimada vaidade de O Boticário. Mais uma vez, afirmo que esta é soa a minha singela opinião de telesectadora e cada um pode ter a sua reflexão sobre os comerciais. O mundo é de rotinas, de aparência e de opiniões. Fazer o quê, né? A vida é assim&#8230;</p>
<p><em>Assista aos comerciais:</em></p>
<p><strong>O Boticário</strong></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VSufIPIEF4M&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VSufIPIEF4M&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Natura</strong></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ywstMUvHJtI&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ywstMUvHJtI&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Arte invade a Rua do Mercado no próximo sábado</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/07/arte-invade-a-rua-do-mercado-no-proximo-sabado/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 17:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No próximo  sábado, dia 12, acontecerá a quarta edição do Mercado Cultural, evento  que reúne diversas manifestações culturais na Rua do Mercado. O projeto  — que faz parte da agenda oficial de comemorações dos 200 anos da  chegada da família real ao Brasil — tem como objetivos revitalizar  o centro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">No próximo  sábado, dia 12, acontecerá a quarta edição do Mercado Cultural, evento  que reúne diversas manifestações culturais na Rua do Mercado. O projeto  — que faz parte da agenda oficial de comemorações dos 200 anos da  chegada da família real ao Brasil — tem como objetivos revitalizar  o centro histórico do Rio de Janeiro e divulgar trabalhos de artistas  que freqüentam a região.</p>
<p align="justify">As atividades  começam às 11h e estimulam a participação dos visitantes através  de feiras de artesanato e oficinas. Haverá cursos de cabeleireiro,  dança de salão e até mesmo de degustação de cachaça. Vindo diretamente  de Minas Gerais, um grande alambique será montado no evento. Os participantes  — além de terem aulas sobre história, curiosidades e tipos de cachaça  — poderão degustar algumas doses da sua aguardente.</p>
<p align="justify">O Mercado Cultural  contará também com a apresentação ao ar livre da peça “Cidade  das Donzelas”. O espetáculo, produzido pela Troup Pas D’Argent,  conta as aventuras de um rapaz em uma cidade onde só existem mulheres  feias que atacam qualquer estranho que se aproxime de suas casas.</p>
<p align="justify">A música será  representada pela Solarata, a serenata ao sol, que apresenta canções  populares, e por um show de Bossa Nova. Além disso, quem quiser conhecer  melhor o centro histórico do Rio de Janeiro poderá participar do giro  cultural passo a passo pelos monumentos da região.</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/mercadocultural01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-177" title="mercadocultural01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/mercadocultural01.jpg" alt="" width="500" height="148" /></a></p>
<p align="justify">Um bom motivo  para passar o sábado na rua, não? Então, confira os horários das  atividades da quarta edição do Mercado Cultural:</p>
<p><strong>Artesanato </strong><br />
Das 11h às 18h – Exposição e venda de artesanato brasileiro.<br />
<strong><br />
Oficinas </strong><br />
Das 11h às 17h – Cabelo Afro oferecida pela Ação Comunitária  do Brasil, na Esquina da Fama.<br />
15h30 – Oficina de Cachaça, no Restaurante 1881</p>
<p><strong>Dança </strong><br />
13h – Dança de Rua com artistas da Ação Comunitária do Brasil,  na Esquina da Fama.</p>
<p>16h - Oficina de Dança de  Salão, no Beco da Cultura</p>
<p><strong>Música </strong><br />
14h – Solarata, em frente ao Restaurante 1881.<br />
15h – Bossa Nova, em frente ao Restaurante King Krab.<br />
17h – Solarata, em frente ao Restaurante 1881.</p>
<p><strong>Teatro </strong><br />
15h – “Cidade das Donzelas”, com a Troup Pas D’Argent, no Beco  da Cultura.</p>
<p><strong>Turismo</strong><br />
15h30 – Giro Cultural Passo a Passo pelos monumentos da região, saindo  da Esquina da Fama.</p>
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		<title>Bajofondo - Mar Dulce</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Em  “Mar Dulce”, Bafojondo desperta o  “espírito tangueiro” de cada um de nós
&#8220;Luiza,  você já ouviu a música da abertura da novela?&#8221;, essa pergunta  tornou-se freqüente desde a estréia de &#8220;A favorita&#8221; (a nova  novela das 21h da Globo). E, geralmente, após a minha reposta positiva,  vem mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo01.jpg"></a><strong></strong></p>
<p><strong>Em  “Mar Dulce”, Bafojondo desperta o  “espírito tangueiro” de cada um de nós</strong></p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-167" style="float: right; margin: 10px;" title="bajofondo02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo02.jpg" alt="" width="250" height="224" /></a>&#8220;Luiza,  você já ouviu a música da abertura da novela?&#8221;, essa pergunta  tornou-se freqüente desde a estréia de &#8220;A favorita&#8221; (a nova  novela das 21h da Globo). E, geralmente, após a minha reposta positiva,  vem mais um questionamento: &#8220;É do Gotan Project?&#8221;. Não,  apesar de ser um tango modernoso, &#8220;Pa&#8217;bailar&#8221; faz parte do  álbum &#8220;Mar Dulce&#8221; do grupo Bajofondo.</p>
<p align="justify">Embora  apresentem propostas similares — a mistura do tango com sons contemporâneos,  com direito a muitas programações — as sonoridades de Gotan e Bajofondo  se diferenciam pela naturalidade de seus integrantes: enquanto Gotan  é formado por argentinos e franceses (o que dá um quê das antigas  chansons às suas músicas), o Bafojondo é formado por uruguaios  e argentinos (encabeçados por Gustavo Santaolla, argentino ganhador  de dois Oscar pelas trilhas sonoras de “Babel” e “Brokeback Mountain”),  numa espécie de aliança do Rio da Prata pela disseminação do tango.</p>
<p align="justify">Isso  faz com que as músicas do Bajofondo estejam mais carregadas de acento  latino e, não raramente, o grupo gosta de trabalhar com parcerias latino-americanas  de diversos estilos musicais. Essa tendência se repete em “Mar Dulce”  — seu terceiro álbum (o primeiro gravado totalmente ao vivo, em estúdio,  e em que o grupo assina sem a expressão “Tango Club” em seu nome)  — lançado no segundo semestre do ano passado.</p>
<p align="justify">Apresentando  um equilíbrio maior entre os arranjos eletrônicos e os clássicos  de tango (recheados de belíssimos pianos, violinos e acordeons), as  canções de “Mar Dulce” chegam ao ótimo meio-termo entre esses  dois mundos: não é um tango metido a novo, nem um techno tentando  ser tango. É uma outra coisa, um som próprio.</p>
<p align="justify">Com  isso, as outras propostas de misturas não soam estranhas. Há espaço  para a o rap do argentino Santullo em “Ya no duele” e da espanhola  Mala Rodriguez em “El andén”, para o lamento rasgado e choroso  — e quase bolero — de Juan Subirá (da banda argentina Bersuit Vergarabat)  que canta “Hoy” e para os suspiros românticos de Gustavo Cerati  em “El mareo”.</p>
<p align="justify">Contudo,  não só de castelhano vive “Mar Dulce”. Em sua constante busca  pelo o espírito tangueiro que existe em cada parte do mundo, o grupo  também conta com outras participações. Elvis Costello empresta seu  vozeirão rouco à interpretação magnífica de “Faily night” (que  de longe é a canção mais densa do disco e a que mais lembra a época  de ouro do tango). Já “Slippery sidewalks” — a faixa mais moderninha  do álbum, composta em parceira com o roqueiro uruguaio Juan Casanova  — conta com os vocais super sensuais de Nelly Furtado. E o destaque  do disco, &#8220;Pa&#8217;bailar&#8221; (sim, a música-trilha da novela) traz  a participação do renomado violinista japonês Ryota Komatsu.</p>
<p align="justify">“Mar  Dulce” é um trabalho impecável da primeira à ultima canção: é  o passeio do tango pelo mundo. É um ótimo instrumento despertador  para o “espírito tangueiro” ainda adormecido em muito de nós.<span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-166" title="bajofondo01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo01.jpg" alt="" width="500" height="197" /></p>
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		<title>A vida é assim: Magreza é beleza?</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/06/a-vida-e-assim-magreza-e-beleza/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 19:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Sim, eu sou magra. Não tem como eu falar qualquer coisa ao contrário disso. Porém, pelo menos, tento manter um aspecto saudável. É por isso que eu tenho cuidado com minha alimentação (vou ao endocrinologista e ao nutricionista anualmente), malho pelo menos três vezes por semana e jogo meu futebolzinho aos sábados. E não deixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-60" style="float: right; margin: 10px;" title="a-vida-e-assim-02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Sim, eu sou magra. Não tem como eu falar qualquer coisa ao contrário disso. Porém, pelo menos, tento manter um aspecto saudável. É por isso que eu tenho cuidado com minha alimentação (vou ao endocrinologista e ao nutricionista anualmente), malho pelo menos três vezes por semana e jogo meu futebolzinho aos sábados. E não deixo de comer um docinho aqui e tomar um choppinho acolá. Na verdade, até tento engordar uns dois quilinhos para tentar ficar com um rostinho mais rechonchudo, mas está difícil.</p>
<p>“E daí que você é magra e tem a sorte de não engordar?”, vocês devem estar pensando. Simples, eu estou cansada deste culto à magreza extrema. Da magreza com cara de doença. E do discurso dos “produtores profissionais de moda” de que não têm nada a ver com isso.</p>
<p>Bem, se eu for seguir a linha teórica que mais tem me interessado no momento, realmente a moda é só um reflexo do que a sociedade aceita como interessante para a sua manutenção. Afinal, o público já deixou de ser considerado massa acéfala há muito tempo. É a exteriorização dos elos éticos/estéticos que unem os grupos sociais, é a profundeza das aparências, como diria Maffesoli. Ok, ok&#8230; É tudo uma questão de mediação: a moda traduz as tendências que identifica na rua e traduzimos o que vemos na moda para o nosso dia-a-dia.</p>
<p>Isso eu já entendi. Agora, o que eu não entendo é porque as modelos têm de ser tão magras. Os papinhos de que “o que tem que se destacar é a roupa e não a modelo” e “que a modelo é só um cabide” não colam comigo. Se fosse assim, modelo nenhuma no mundo se tornaria celebridade e ganharia milhões no auge da carreira. Ninguém gostaria de ser Gisele, por exemplo.</p>
<p>Claro que a magreza é sim reflexo da escolha da sociedade por um novo corpo. Um corpo também influenciado por outros discursos, como o científico que, geralmente, acredita que o magro é mais saudável do que o gordinho (eu mesmo reforcei isso no início deste texto, não é). E as mulheres ocidentais, historicamente falando, sofreram com uma certa dominação — como diria Bourdieu — para serem mais frágeis do que os homens. Magreza, fraqueza, debilidade&#8230; Hum, só eu consigo encontrar um elo aí?</p>
<p>Tudo bem, a moda não é a única culpada pelo culto da magreza. Ela mesma propõe isso em seu discurso reativo. Nos anos 2000, a corrente “heroína chic” foi atrocidada e campanhas contra meninas magras demais foram feitas por semanas de modas. Algumas modelos morreram devido a complicações de distúrbios alimentares, e estilistas e produtores disseram que aquilo era inadmissível. Alguns até falaram em propor novas modelagens. Vocês escutam algo sobre isso hoje em dia? Nem eu.</p>
<p>No último Fashion Rio, só vi modelos magérrimas. Ouvi reclamações de algumas de como têm de se preparar antes da semana de desfiles restringindo a alimentação (nada que eu considere saudável). Os destaques desta edição foram Fernanda Lima e Luiza Valderato, pois ambas conseguiram emagrecer absurdamente poucos meses após darem a luz.</p>
<p>Contudo, na minha singela opinião, a pior demonstração de culto à magreza dada por um “produtor oficial de moda” é o comercial do novo perfume da Gucci, estrelado por Raquel Zimmermann, Natasha Poly e F. Erichsen. As meninas aparecem dançando sozinhas em cômodos de uma mansão, douradas, glamourosas, meio sob efeitos de alucionógenos e&#8230; Bizarramente magras. Esqueleticamente magras. Não-saudavelmente magras!</p>
<p>Sabe aquele ditado que diz que alguém de tão magro, quando de lado, desaparece? Encaixa-se perfeitamente neste exemplo. Há cenas das meninas dançando lateralmente em que não consigo descobrir uma característica femininas (como cintura ou seios), só ossos. Certamente, eu posso ter exagerado um pouco, mas você pode tirar sua própria conclusão neste vídeo:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jcezow3sRdw&amp;hl=pt-br" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jcezow3sRdw&amp;hl=pt-br"></embed></object></p>
<p>Bem, parece-me que, apesar do meu atual choque e cansaço cultural, a magreza continuará firme e forte por aí. Fazer o quê, né? A vida é assim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Siba e a Fuloresta - Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 02:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Meio]]></category>

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		<category><![CDATA[prêmio tim de música 2008]]></category>

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		<category><![CDATA[siba e a fuloresta]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca  por um novo entendimento da música  tradicional nordestina
“Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar” é o nome do segundo álbum de Siba e a Fuloresta, que conquistou as categorias “disco regional” e “projeto gráfico” do Prêmio Tim de Música 2008 (a capa do CD foi desenvolvida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/siba01.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-150" style="float: right; margin: 10px;" title="siba01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/siba01.jpg" alt="" width="250" height="226" /></a><strong>A busca  por um novo entendimento da música  tradicional nordestina</strong></p>
<p>“Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar” é o nome do segundo álbum de Siba e a Fuloresta, que conquistou as categorias “disco regional” e “projeto gráfico” do Prêmio Tim de Música 2008 (a capa do CD foi desenvolvida pela dupla de grafiteiros “Os Gêmeos”).</p>
<p>Conhecido por sua passagem como vocalista e tocador de rabeca da banda Mestre Ambrósio — um dos frutos do movimento manguebeat, junto com Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. — Siba deixou de lado a vida musical e heterogênea das grandes metrópoles e agora dedica-se à busca por outras sonoridades de sua terra.</p>
<p>Para isso, o músico mudou-se para Nazaré da Mata, na zona da mata de Pernambuco. Lá, entrou em contato com “guardiões” de músicas pernambucanas como o samba rural (sim, este é diferente do partido-alto carioca), o maracatu, o cavalo-marinho e a ciranda. Começou, então, a conviver com cantores e percussionistas como Biu Roque (também mestre de cavalo-marinho), Mané Roque e Manoel Martins. Surgia assim, a Fuloresta.</p>
<p>Se o primeiro trabalho do projeto valorizava o samba, “Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar” é uma homenagem à ciranda. Uma homenagem inteligente, poética e, principalmente, como uma nova visão do que é folclore. O disco traz arranjos de pianos (de BetoVillares), guitarras (Lucio Maia, do Nação, faz participação na faixa “Alados” e Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, em “Meu time”) e incursões eletrônicas. Mesmo assim, não soa como a proposta do manguebeat.</p>
<p>As letras retratam o cotidiano do interior do Pernambuco. A pobreza que leva ao abandono infantil (“12 linhas”), as derrotas de uma equipe de futebol (“Meu time”) e o orgulho da manutenção da cultura popular (“Cantar ciranda”, que conta com a bela contribuição de Céu) são alguns exemplos. Estas características fazem com que o álbum não soe repetitivo. Até porque Siba e a Fuloresta não fazem somente ciranda: o ritmo mistura-se ao frevo (como em “Bloco da bicharada”) e ao coco. Ou seja, a sonoridade nordestina contagiante se faz bastante presente.</p>
<p>O grande acerto de Siba é não fazer uma coletânea, mas sim uma vivência sobre a ciranda. As músicas não são tratadas como objetos folclóricos imutáveis, visão muito comum em trabalhos com sonoridades consideradas mais tradicionais. Afinal, apesar de ser fruto da tradição de um grupo cultural, as manifestações folclóricas não estão isoladas no tempo: seus manifestantes têm contato com outras informações e estas são inseridas naturalmente dentro de seu contexto cultural, sem que isso possa ser considerada uma agressão à tradição. É, na verdade uma forma de resistência e continuidade do folclore. Como Siba e a Fuloresta mesmo dizem:  “cantar ciranda é como fotografia: faz morada na memória desde o dia primeiro”.</p>
<p><em>Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar (Siba e a fuloresta). Brasil, 2007, Ambulante discos. </em></p>
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		<title>As muitas tramas de um mestre cinematográfico</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 23:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<category><![CDATA[centro cultural banco do brasil]]></category>

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Até o dia 15/06, o Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro) abrigará a mostra “As muitas vidas de Robert Altman”, considerada o maior evento já realizado sobre o cineasta. A retrospectiva contará com a exibição de 37 filmes, séries de TV, vídeos institucionais e debates sobre a obra de Altman.
Nascido em 1925, em [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-126" title="altman02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/altman02.jpg" alt="" /></p>
<p>Até o dia 15/06, o Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro) abrigará a mostra “As muitas vidas de Robert Altman”, considerada o maior evento já realizado sobre o cineasta. A retrospectiva contará com a exibição de 37 filmes, séries de TV, vídeos institucionais e debates sobre a obra de Altman.</p>
<p>Nascido em 1925, em Kansas City (Missouri), Robert Altman serviu à aeronáutica norte-americana durante a II Guerra e somente após o combate dedicou-se ao cinema e também à televisão. Seus trabalhos tornaram-se conhecidos pelo uso de elencos numerosos e de tramas entrecruzadas. Entre suas obras mais famosas estão os filmes “MASH”, “Nashville” e “Shortcuts — cenas da vida” e as séries “Bonanza”, “Alfred Hitchcok presents” e “Tanner 88”: todos presentes na mostra.</p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/altman03.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-127" style="float: right; margin: 10px;" title="altman03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/altman03.jpg" alt="" width="200" height="272" /></a>A programação cinematográfica acontece de terça a domingo nas salas de cinema e vídeo e os debates serão realizados em 03/06 (terça-feira) e 11/06 (quarta-feira). No dia 03/06, após a exibição de “O jogador”, Pedro Bucther (editor do site Filme B e crítico do jornal Folha de S. Paulo), Rodrigo Fonseca (repórter e crítico do jornal O Globo), Daniel Caetano (realizador e editor da Revista Contracampo) e Arthur Omar (cineasta) discutem “Altman: filme a filme”. Já no dia 11/06, é a vez de Hernani Heffner (pesquisador e professor), Ruy Gardnier (curador e crítico do jornal O Globo) e Alberto Shatovsky (consultor do Grupo Estação) debaterem o tema &#8220;Altman: rumos e influências&#8221;, depois da apresentação de “Mash”.</p>
<p>Para os fãs do cineasta que não moram no Rio de Janeiro uma boa notícia: “As muitas vidas de Robert Altman” também passará pelos CCBB de São Paulo (04 a 22/06) e de Brasília (10 a 29/06).</p>
<p><strong>As muitas vidas de Robert Altman</strong></p>
<p>Até 15/06</p>
<p>Centro Cultural Bando do BrasilRua Primeiro de Março, 66 - Centro</p>
<p>Entrada: R$ 6 (sala de cinema) e R$ 8 (sala de vídeo, passe válido por 30 dias)</p>
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		<title>Devaneios lançados ao ar</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 23:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[cristine gerk]]></category>

		<category><![CDATA[devaneios líricos]]></category>

		<category><![CDATA[espaço multifoco]]></category>

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		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A poesia sempre fez parte da vida de Cristine Gerk. Tanto que, aos 22 anos, ela se prepara para lançar seu primeiro livro. Para Cristine, que também é jornalista, reunir e editar os seus poemas foi um processo natural: “sempre quis escrever um livro de poesias, é um sonho de infância. De um ano para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/devaneios02.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-124" style="float: right; margin: 10px;" title="devaneios02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/devaneios02.jpg" alt="" width="200" height="278" /></a>A poesia sempre fez parte da vida de Cristine Gerk. Tanto que, aos 22 anos, ela se prepara para lançar seu primeiro livro. Para Cristine, que também é jornalista, reunir e editar os seus poemas foi um processo natural: “sempre quis escrever um livro de poesias, é um sonho de infância. De um ano para cá, comecei a participar de fóruns e sites de poesia na internet e criei um blog para divulgar os meus textos. Um editor me enviou um e-mail com uma proposta para montar um livro e achei muito interessante. Três meses depois do contato, “Devaneios” já estava pronto: foi só organizar o material que já tinha escrito ao longo dos últimos anos”. Ao todo, “Devaneios líricos” traz 57 poemas que abordam temas como o sentido da existência, a superação pessoal e o amor.</p>
<p>A noite de autógrafos - que acontece na próxima quarta-feira (04/06) no Espaço Multifoco, na Lapa - contará com as apresentações dos músicos Gabriel Versiani, André Carvalho e Rodrigo Sebastian (com uma roda de samba) e do DJ Gelo. “Espero reunir amigos, ouvir um bom samba. O mais importante é promover um evento que celebre a expressão artística independente. Não é preciso ter medo ou vergonha de se expressar”, diz Cristine sobre o lançamento.</p>
<p>A poetisa-jornalista já se mostra cheia de idéias para futuros projetos. “Espero que este seja o primeiro de muitos. Quero escrever alguma coisa agora mais relacionada ao jornalismo, minha profissão”, revela.</p>
<p><strong>Lançamento do livro “Devaneios líricos”</strong><br />
Apresentações de Gabriel Versiani, André Carvalho e Rodrigo Sebastian e DJ Gelo<br />
Quarta, 04/06, às 19h<br />
Espaço Multifoco: Avenida Mem de Sá, 126 - Lapa<br />
Entrada: Gratuita (preço do livro: R$ 25)<br />
Observação: compras posteriores poderão ser feitas através do site <a href="http://re-vista.info/wp-admin/www.tmaisoito.com.br" target="_blank">www.tmaisoito.com.br</a></p>
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		<title>Espaço para os novos e tradicionais sambas</title>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 02:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[agenda]]></category>

		<category><![CDATA[samba]]></category>

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Até a próxima quarta-feira (28/05), o Centro Cultural da Justiça Federal serve de palco para a roda de samba liderada pelo violinista e saxofonista Rocino Crispim, o trombonista Mauro Zacharias (integrante da Orquestra Imperial) e o baterista e violinista César Bodão (que já tocou com nome como Lulu Santos e Vanessa da Matta). Através do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/quem-faz-samba.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-105" title="quem-faz-samba" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/quem-faz-samba.jpg" alt="" width="414" height="229" /></a></p>
<p>Até a próxima quarta-feira (28/05), o Centro Cultural da Justiça Federal serve de palco para a roda de samba liderada pelo violinista e saxofonista Rocino Crispim, o trombonista Mauro Zacharias (integrante da Orquestra Imperial) e o baterista e violinista César Bodão (que já tocou com nome como Lulu Santos e Vanessa da Matta). Através do projeto “Quem faz samba”, os três músicos fazem a sua homenagem ao samba mais tradicional, reverenciando grandes compositores e abrindo espaço para novos artistas, conforme afirma Rocino: “Sem esquecer os grandes mestres do passado, o projeto surge com a missão de mostrar que nesse momento certamente há algum compositor fazendo um samba novo. Vamos ouvir e cantar esses sambas, gente”, diz.</p>
<p>Os shows, que já contaram até com a participação de João Carlos Aranha — que fez uma rápida oficina de percussão com caixas de fósforo — seguem um formato simples. Primeiro, Mauro e Bodão apresentam algumas composições, a maioria inéditas. Logo depois é a vez de Rocino, tocar seus sambas e chamar alguns convidados, como Roberta Spinoza e Thiago Mocotó.</p>
<p>Para Rocino, as participações são uma forma de sociabilizar a realização do samba. “Se faltam espaços, não é justo que a gente fique egoistamente fechado quando consegue algo. Além disso, os convidados enriquecem os espetáculos, pois cada um tem seu estilo e sua forma de fazer samba. Mas não há rigidez no formato. No futuro, podemos fazer, por exemplo, um espetáculo só com sambas de algum bom compositor que está por aí e que ainda não teve seu espaço”. Para a apresentação de quarta, que finalizará a primeira etapa do projeto, Rocino, Matheus e Bodão dividirão o palco com o compositor Wanderley Monteiro e Edu Casé.</p>
<p>Porém, o “Quem faz samba” não pára por aí. Devido à grande receptividade do público, uma segunda temporada do projeto já está prevista para ainda este ano. Assim, o trio poderá continuar a dar a sua contribuição para que o samba de raiz tenha sempre o espaço que merece. “O mais é conseqüência”, acrescenta Rocino.</p>
<p><strong>Projeto “Quem faz samba”</strong><br />
Com Rocino Crispim, Mauro Zacharias, César Bodão, Wanderley Monteiro e Edu Case<br />
Quarta, 28/05, às 19h<br />
Centro Cultural da Justiça Federal: Avenida Rio Branco, 241 - Centro - Rio de Janeiro<br />
Entrada: R$ 1</p>
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		<title>Madonna - Hard Candy</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 02:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[hard candy]]></category>

		<category><![CDATA[madonna]]></category>

		<category><![CDATA[pop]]></category>

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God save the queen!
Quem nunca começou a dançar ao ouvir a célebre frase “you can dance”, que iniciava Into the groove, sucesso de Madonna no início dos anos 80? Vinte anos depois, a rainha do pop reencontrou a mesma sonoridade dance e urbana em Hard candy. Não exatamente a mesma, já que Madonna aposta no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/madonna-hard-candy.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-78" style="float: right; margin: 10px;" title="madonna-hard-candy" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/madonna-hard-candy.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a></p>
<p><strong>God save the queen!</strong></p>
<p>Quem nunca começou a dançar ao ouvir a célebre frase “you can dance”, que iniciava Into the groove, sucesso de Madonna no início dos anos 80? Vinte anos depois, a rainha do pop reencontrou a mesma sonoridade dance e urbana em Hard candy. Não exatamente a mesma, já que Madonna aposta no que há de mais novo no cenário pop.</p>
<p>Para isso, ela contou com a produção de Timbaland, Pharrell Williams e Nate &#8220;Danja&#8221; Hills, nomes conhecidos do hip-hop. A mistura, a princípio não compreendida, gerou um bom resultado. Em nenhum momento Hardy cand soa como uma medida desesperada para alcançar novos fãs, ou coisa do gênero (como chegou-se a especular por aí). Tampouco, o disco parece seguir alguma fórmula de sucesso, como músicas similares ao que ouvimos por aí quando pensamos em hip-hop.<br />
Afinal, Madonna é Madonna. E, no auge dos seus cinqüentas anos, ela deve saber (e bem) o que quer. Se Hard Candy não é inovador como Ray of light, engajado como American Life ou temático tal qual Confessions on a disco floor, é, pelo menos, contemporâneo e diversificado.</p>
<p>Agora, Madonna consegue reunir os bons elementos de quase todos os gêneros que ocupam as paradas de sucesso mundiais. O álbum inicia com Candy shop, canção superior ao rap homônimo de 50 Cents. Produzida por Neptunes, a faixa resume bem a proposta de Madonna: traz batidas contagiantes do hip-hop, refrão forte (porém não grudento) do pop, elementos eletrônicos e alterações de vozes do dance e letra sacaninha.</p>
<p>Logo a seguir vem 4 minutes (to save the world) uma de suas parcerias com Timbaland e Justin Timberlake e exemplo de que o pop pode ser despretensioso e mesmo assim bem feito. Give it to me fecha o primeiro ciclo de músicas extremamente dançantes. Em Heartbeat e Miles aways (com direito ao já famoso violão folkeado), a calmaria do CD, sem cairmos no lugar comum das baladas.</p>
<p>A grande surpresa, porém, é She’s not me, um dance quase disco (mas com pitadas de uma agressiva guitarra) no qual Madonna se apresenta como uma lamuriosa mulher com ciúme do marido. O clima dance passar por Incredible, Beat goes on (a versão do disco, com participação especial do rapper Kayne West, é mais arrastada e datada do que a vazou pela internet, o que decepciona um pouco) e Dance 2night (com vocais de Justin).</p>
<p>Madgie volta às tendências latinas (esquecidas por um tempinho) em Spanish lessons. A música é bacana, acerta no uso da guitarra espanhola, no ritmo e nos efeitos sonoros que lembram castanholas e cornetas, mas a letra peca pelo péssimo espanhol de Madonna: ela fez bem melhor em La isla bonita. Devil wouldn’t recognize you é a balada e a música mais bobinha do disco, que termina com a interessante Voices, cujo som mais denso e oitentista chega a lembrar um pouco Depeche Mode.</p>
<p>Prestes a comemorar meio século de vida, Madonna mostra mais uma vez que vitalidade, criatividade e bom-senso não faltam ao seu trabalho. Sendo assim, God save the queen! (e a traga em turnê pela América Latina dessa vez).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-79" title="madonna" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/madonna.jpg" alt="" width="450" height="267" /></p>
<p><em>Madonna. Estados Unidos, 2008, Warner.</em></p>
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		<title>A vida é assim: “Deixa eu falar?”</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 06:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Esquerda]]></category>

		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

		<category><![CDATA[a vida é assim]]></category>

		<category><![CDATA[colunista]]></category>

		<category><![CDATA[luiza real]]></category>

		<category><![CDATA[ônibus]]></category>

		<category><![CDATA[telefone]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava no meu percurso semanal entre a terapia e a casa de uma amiga. Assumo que estava meio ressabiada de encontrar com o rapaz do caso lá de baixo. Afinal, na última vez que nos vimos, eu fui extremamente grosseira (o que me é muito peculiar, principalmente após passar por um momento-trauma, caso para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-60" style="float: right; margin: 10px;" title="a-vida-e-assim-02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Eu estava no meu percurso semanal entre a terapia e a casa de uma amiga. Assumo que estava meio ressabiada de encontrar com o rapaz do caso lá de baixo. Afinal, na última vez que nos vimos, eu fui extremamente grosseira (o que me é muito peculiar, principalmente após passar por um momento-trauma, caso para outra coluna).</p>
<p>Mas voltando ao percurso&#8230; Lá estava eu com meus passos apressados quando escuto uma pessoa do sexo feminino gritando “Deixa eu falar? Deixa eu falar?”. Se eu já me irrito facilmente com indivíduos que berram ao celular, imagina com esta senhora que só falava a mesma frase por longos cinco minutos? A minha vontade era de pegar o telefone e dizer para o(a) quem-quer-que-fosse do outro lado da linha o seguinte: “PESSOA, FAÇA UM FAVOR PARA AGRADAR JESUS: DEIXA ESTA MOÇA FALAR!”.</p>
<p>Dez minutos após a sonora perseguição, alguém ouviu minhas preces, pois a menina se calou. Isso exatamente no mesmo momento em que parei no sinal. Aí sim veio a benção final, o monólogo que tanto alegrou meu resto de dia:</p>
<p>— Meu filho, o que você tem de entender é que eu já te superei. Não sinto mais nada por você. Na verdade, eu tenho NOJO de você. Já te esqueci. Já te superei.</p>
<p>A pessoa do sexo feminino passou direto e meu sinal abriu. Antes de atravessar, olhei para as outras mulheres que se encontravam no mesmo local. Todas, evidentemente, riam. “Quando a gente faz escândalo pra dizer que esquecemos é porque ainda gostamos muito”.</p>
<p>Confesso que me decepcionei com todo aquele escarcéu. Depois de dez minutos tentando falar era tudo aquilo que a moça queria dizer? Poxa, infelizmente, ela só deu mais crédito para o tal do ser que ela tem “nojo”. Ou vão dizer que o moçoilo não teve a mesma interpretação dos fatos do que a nossa?</p>
<p>Fazer o quê, né? A vida é assim!</p>
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