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	<title>Re-vista! &#187; Tai Nalon</title>
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	<description>Porque cultura é coisa séria!</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:56:03 +0000</pubDate>
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		<title>Wall.E</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 02:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine um planeta habitado pela corrosão e soterrado pelo lixo. Agora imagine um motivo para querer viver nele. Difícil? Os alucinados da Pixar, em parceria com o império Disney, conseguiram criá-lo. Seu nome é Wall.E, um pequeno robô desenvolvido para limpar a sujeira que os humanos –vivendo em uma grande nave&#8211; deixaram na Terra. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-172" style="float: right; margin: 10px;" title="wall-e02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e02.jpg" alt="" width="236" height="350" /></a>Imagine um planeta habitado pela corrosão e soterrado pelo lixo. Agora imagine um motivo para querer viver nele. Difícil? Os alucinados da Pixar, em parceria com o império Disney, conseguiram criá-lo. Seu nome é Wall.E, um pequeno robô desenvolvido para limpar a sujeira que os humanos –vivendo em uma grande nave&#8211; deixaram na Terra. No entanto, Wall.E é, acima de tudo, uma fábula tecnológica para resgatar aquilo de mais primordial que o cinema pretende contar: uma simples história de amor.</p>
<p>O pequeno compactador de lixo vive na Terra do ano 2810, 700 anos depois de os humanos terem deixado o planeta. Ele é o único restante dos operários da falida tentativa de uma grande corporação que aparentemente governa os terráqueos em promover uma grande limpeza. Wall.E –numa narrativa tão perspicaz em chamar atenção à aridez tecnológica do ser humano quanto à de <em>Inteligência Artificial</em> de Spielberg-Kubrick –é a pegada humana na Terra, o rastro de que ali houve vida. Ele espera, dia após dia, guardando como fósseis referências da cultura ocidental, esgotarem-se todas as peças de reposição da sua existência tardia.</p>
<p>Sua rotina muda quando conhece e se apaixona por Eva, uma sonda cuja “diretiva” é a princípio secreta. É com ela que ele mergulha –apesar da extinção das marés—num universo de referências familiares à nossa colonização tecnológica, seja assistindo a musicais na tela ampliada de um iPod, seja interferindo no mundo neuroticamente limpo dos humanos, seja coadjuvando em referências pop como <em>Bladerunner</em> e <em>2001</em>. Tudo isso sem que sejam necessários os modernosos –e já cansativos, vai&#8211; diálogos a la Chris Rock dos últimos desenhos animados.</p>
<p>Wall.E vem para se tornar mais um marco histórico da Pixar, que, juntamente com o diretor Andrew Stanton, já tinha produzido o elogiadíssimo <em>Procurando Nemo</em>. O trabalho gráfico é de fazer chorar qualquer entusiasta da animação, mesmo aquele já embasbacado pelo sucesso de <em>Ratatouille</em>. Embora os robôs se apresentem (propositalmente ou não) mais realistas que os humanos, cada cenário é uma escola da estética informática. Há quem diga, inclusive, que Eva remete-se ao design padrão Apple, enquanto que Wall.E é um PC vira-lata (há controvérsias, me alertaram alguns), e M.O. uma reminiscência da estética de Lucas e seu <em>Star Wars</em>.</p>
<p>Um filme para a família, Wall.E, embora originalmente formatado para adultos. É daqueles de deixar uma melancolia estranha –talvez  pela fisgada inteligente no modelo natimorto das corporações; talvez pela necessidade de conseguirmos nos interessar mais pelo improvável romance entre duas máquinas do que por nós mesmos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-173" title="wall-e01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e01.jpg" alt="" width="500" height="192" /></a></p>
<p><em>Wall-E, 2008, Estados Unidos, 104 min</em></p>
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		<title>A sete palmos: Apatia</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 02:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[De tal forma ígnea, de tal forma gelada &#8211;ela passa como se não soubesse que calor tem.
É conseqüência do zelo, aquele que se tem por amor próprio, amor esse que se faz debaixo do cobertor da alma, alma essa que ela não tem.
Ela se apega ao desapego das coisas morais, porque o que tange aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-97" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos5" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>De tal forma ígnea, de tal forma gelada &#8211;ela passa como se não soubesse que calor tem.</p>
<p>É conseqüência do zelo, aquele que se tem por amor próprio, amor esse que se faz debaixo do cobertor da alma, alma essa que ela não tem.</p>
<p>Ela se apega ao desapego das coisas morais, porque o que tange aos seus princípios &#8211;todos eles inalcançáveis&#8211; é simplesmente a dor de não se sentir, a voz de não se gritar, a cor de não se enxergar, o som que não se pode ouvir.</p>
<p>Ela é sem viver.</p>
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		<title>A sete palmos: Deselegância</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 14:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O homem da careca vermelha esbarra no homem da gravata igualmente lívida da raiva que eles tentam controlar fechando as venezianas do escritório climatizado a 21°C para as máquinas cerebrais não pararem para pensar no tec-tec viciado dos teclados que aprontam a reunião para a qual as meninas do cabelo loiro e da blusa azul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-97" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos5" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>O homem da careca vermelha esbarra no homem da gravata igualmente lívida da raiva que eles tentam controlar fechando as venezianas do escritório climatizado a 21°C para as máquinas cerebrais não pararem para pensar no tec-tec viciado dos teclados que aprontam a reunião para a qual as meninas do cabelo loiro e da blusa azul devem se preocupar e entregar as promissórias pertinentes aos investimentos nas áreas que não a delas já que elas não mais se concentrarão em concentrar o poder que outrora ali esteve e levarão seus pertences para casa e nunca mais irão voltar àquele lugar climatizado a 21°C onde as pessoas se preparam para nunca mais cruzar com o homem da gravata babada de raiva que acabou de desistir e se safar do tec-tec viciado dos teclados com um chute na bunda e um poupudo fundo de garantia que nunca mais nunca mais nunca mais será tão poupudo porque esbarrou no homem errado.</p>
<p>Eu não quero assistir à vida dos outros na espera da minha.</p>
<p>Só agradeço quando der certo.</p>
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		<title>Especial 1968: Uma prévia para os netos da revolução</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/05/especial-1968-uma-previa-para-os-netos-da-revolucao/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 05:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aleatório]]></category>

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		<category><![CDATA[1968]]></category>

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		<category><![CDATA[maio de 1968]]></category>

		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[Não vivi 68, mas conheço muitos que gostariam de ter vivido. Nasci em 86, mudando os números de lugar –ano que muitos gostariam de ter esquecido. Ano do desastre de Chernobyl, da vitória da Argentina na Copa, da criação do Plano Cruzado, da morte de Simone de Beauvoir.
Todos os anos imediatamente anteriores a 86 gostariam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/149.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-75" style="float: right; margin: 10px;" title="149" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/149.jpg" alt="" width="288" height="433" /></a>Não vivi 68, mas conheço muitos que gostariam de ter vivido. Nasci em 86, mudando os números de lugar –ano que muitos gostariam de ter esquecido. Ano do desastre de Chernobyl, da vitória da Argentina na Copa, da criação do Plano Cruzado, da morte de Simone de Beauvoir.</p>
<p class="MsoNormal">Todos os anos imediatamente anteriores a 86 gostariam de ter sido 68. Talvez alguns anos posteriores também. O motivo? Quem era jovem em 1968 –tão jovem quanto eu, possivelmente—lutou no Brasil contra a ditadura, mas foi punido com o AI-5; protestou na França por melhores condições ao trabalhadores ao som de La Marsellesa; fez Primavera em Praga; cantou Sympathy For The Devil com os Rolling Stones; torceu pelos tropicalistas nos festivais da TV Record; aguardou a Era de Aquarius na Broadway com “Hair”; assistiu a “Terra em Transe” de Glauber Rocha ou “Dolce Vita” do Fellini. Viveu revoluções sexuais, estéticas, culturais, políticas, todas elas hoje impressionantemente distantes, mas sempre atuais. Quem viveu sua juventude em 1968 conforme dita a história aguarda ansiosamente por um desfecho há exatos 40 anos.</p>
<p class="MsoNormal">A Re-vista! pretende resgatar de hoje às próximas semanas o período que Edgar Morin definiu como “mais que um simples protesto, porém menos que uma revolução” e que Sartre avaliou como aquilo que “se ocorreu uma vez, pode voltar a ocorrer”. Quem tocava no rádio, o que era exibido no teatro e por que ir ao cinema –tudo isso aqui. O que ler sobre 1968, o que assistir sobre 1968, do que fugir em 1968 –aqui. Opinião? Aqui.</p>
<p class="MsoNormal">Acompanhe:</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://re-vista.info/2008/05/especial-1968-18-filmes-sobre-1968-na-cinemateca-do-mam/" target="_blank">&gt;&gt; 1968: 18 filmes sobre 1968 na Cinemateca do MAM</a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://re-vista.info/2008/05/especial-1968-imprensa-em-1968-e-tema-de-ciclo-de-palestras-na-puc-rio/" target="_blank">&gt;&gt; 1968: Imprensa em 1968 é tema de ciclo de palestras na PUC-Rio</a></p>
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		<title>A sete palmos: Incerteza</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/04/a-sete-palmos-incerteza/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por que não te quedas a me desvendar? Eu não me escondo por trás da muralha da divina contemplação; por isso por que, de todos os homens, não te quedas a me desvendar?
Sou pouco comum ou diferente inteira. É tal o prazer de me ver assim tão derradeira, ora, por que se não a me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos4.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-94" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos4" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos4.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>Por que não te quedas a me desvendar? Eu não me escondo por trás da muralha da divina contemplação; por isso por que, de todos os homens, não te quedas a me desvendar?</p>
<p>Sou pouco comum ou diferente inteira. É tal o prazer de me ver assim tão derradeira, ora, por que se não a me desvendar? E se não devo, por que afinal não me nega? Por que presumiria que o óbvio te fascina?</p>
<p>Por que não me quedo a te desvendar? Se os teus olhos mal me preenchem de orgulho por serem assim tão oblíquos a me espreitar, como se eu fosse o chão em que tua máscara de porcelana se espatifa, como se eu fosse o reflexo fiel das suas incertezas, por que não me deixa te apurar?</p>
<p>Mas, ora, porque te observo não me rendo; assim me calo. De tão reticente, não me vês além do véu que te tolhe as ações e não te permite desvendar o que eu, na minha vã timidez, sequer tenho certeza. E assim permaneces, como permaneço, na certeza das constantes possibilidades.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A sete palmos: Saudades</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/04/a-sete-palmos-saudades/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Das sensações irrefreáveis, saudade é das contínuas. É de ficar aqui, permanente, num estado contemplativo de expectativa pelo que teima em não preencher esse vazio impenetrável. Saudade é de crueza abominável, porém tão singela e quieta, que me impede de escrever versos amargos.
É do tempo de uma viagem de dias, de horas, de minutos, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos3.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-93" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos3" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos3.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>Das sensações irrefreáveis, saudade é das contínuas. É de ficar aqui, permanente, num estado contemplativo de expectativa pelo que teima em não preencher esse vazio impenetrável. Saudade é de crueza abominável, porém tão singela e quieta, que me impede de escrever versos amargos.</p>
<p>É do tempo de uma viagem de dias, de horas, de minutos, ou de uma vida toda de chegadas. Saudade é o passaporte. Saudade é a carência de liberdade e a prisão perpétua mais confortável das memórias.</p>
<p>Saudade é uma cegueira sensorial, que não permite viver os toques e cheiros e cores e vozes –é tristemente se alegrar com o feitiço que emana de músicas, lugares e objetos.</p>
<p>Das eventualidades, saudade é a eterna premissa cabal com a certeza invariável do acerto. É a reconciliação plena de sentimentos antes afogados por uma mágoa desimportante qualquer. Saudade é uma miríade de finais felizes e vidas eternas além do arco-íris com gosto de pipoca salgada de lágrimas.</p>
<p>Saudade prescinde de futuro, mas não existe sem passado. Saudade é o amor sem planos, é meia-noite sem amanhã, é o bocejo sem o sono. É a teoria sem a experiência, a vontade sem o sonho, a colisão sem o choque.</p>
<p>Quem sente, sente saudades.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A sete palmos: Pretensão</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<category><![CDATA[pretensão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca preenchi as lacunas da minha pouca parca vida com pessoas de que não preciso. Nunca tive lacunas. Isso é bom. Não precisei de experiências para ver que de lacunas todos nós somos feitos. O vazio me cai bem para viver.
. . .
Por que não ter a controvérsia como fiel escudeira, sempre mantendo minha cadeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos2.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-91" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos2" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos2.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>Nunca preenchi as lacunas da minha pouca parca vida com pessoas de que não preciso. Nunca tive lacunas. Isso é bom. Não precisei de experiências para ver que de lacunas todos nós somos feitos. O vazio me cai bem para viver.</p>
<p>. . .</p>
<p>Por que não ter a controvérsia como fiel escudeira, sempre mantendo minha cadeira ocupada junto ao palco dos grandes espetáculos? Eu preenchia minhas mal-quistas freqüências com o dissabor da minha ausência e dos meus aplausos.</p>
<p>. . .</p>
<p>É sempre assim. Todo dia é isso. Apenas tolero, pois minha existência precisa de mim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A sete palmos: Cansaço</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/04/a-sete-palmos-casaco/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

		<category><![CDATA[a sete palmos]]></category>

		<category><![CDATA[cansaço]]></category>

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		<category><![CDATA[poesia literária]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito tonta para parecer ébria, encosto com pouco zelo na parede do elevador. Estou só indolente. Muito míope para me ver no espelho, abaixo a cabeça para não ver os outros dois indivíduos monossilábicos olharem minha olheiras que mal olho, por medo de ver o que comigo não pode. Muito educada para parecer sem voz, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos1.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-88" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos1" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos1.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>Muito tonta para parecer ébria, encosto com pouco zelo na parede do elevador. Estou só indolente. Muito míope para me ver no espelho, abaixo a cabeça para não ver os outros dois indivíduos monossilábicos olharem minha olheiras que mal olho, por medo de ver o que comigo não pode. Muito educada para parecer sem voz, meus cumprimentos parecem vir de lá de trás, com o ar que tomei no subir dos andares. Eu subo pro primeiro, porque não vou de escadas.</p>
<p>Muito infeliz para parecer miserável, encosto o dedo na campainha que me segue toda quarta-feira, sem voz, em cima de uma poltrona de veludo freudiano. Muito simpática para parecer narcotizada, adentro à beira de resolver meus problemas e digo um sim para a recepcionista que me oferece água. Estou muito suada para parecer discreta.</p>
<p>Muito ansiosa para parecer inquieta, afogo minhas mágoas no ping-pong do celular. Muito desconcentrada para parecer confusa, meus dedos pouco ágeis preferem se perder na pouca objetividade do jogo da cobrinha. Obrigada. Bebo a água gelada e a cobra bate na paredinha.</p>
<p>Muito impaciente para parecer tentar de novo, fecho o flip e enfio em qualquer lugar da bolsa. Muito impressionada para parecer satisfeita, entro pontualmente no consultório. Coisa rara. É, eu sei, o paciente anterior precisou vir mais cedo. Muito doída para parecer confortável, sento no veludo verde que me ataranta de idéias.</p>
<p>Muito exigente para parecer acrítica, questiono se o que pago para esse silencioso interlocutor me concede o silêncio da ética. Muito irônica para parecer inconclusiva, penso que só sob tortura e, depois, se só sob os lençóis. Os meus. Muito insegura para parecer fatal, imagino que seria difícil fazer com alguém que soubesse demais. Muito dedicada para parecer misteriosa, não consigo manter o desafio de permanecer em silêncio por toda uma sessão. Ele começa. Com o que você se parece agora? Ah, muito cansada pra me parecer com qualquer coisa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A sete palmos: Ansiedade</title>
		<link>http://re-vista.info/2008/04/a-sete-palmos-ansiedade/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[a sete palmos]]></category>

		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>

		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[tai nalon]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho vontade de tanta coisa, que não me cabe redundar em tantos grifos que nada me dizem. Esses impulsos doidos pululantes que me inebriam a mente e o corpo adormece e acorda em intervalos rápidos de respiração taquicárdia. Essas palavras não me dizem nada.
Tanto e tão pouco a dizer.
O pé balança no chão em descompasso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-87" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>Tenho vontade de tanta coisa, que não me cabe redundar em tantos grifos que nada me dizem. Esses impulsos doidos pululantes que me inebriam a mente e o corpo adormece e acorda em intervalos rápidos de respiração taquicárdia. Essas palavras não me dizem nada.</p>
<p>Tanto e tão pouco a dizer.</p>
<p>O pé balança no chão em descompasso infinitivo, daquele descompassar. E eu confusa, ululo, e penso que não vai nunca nunca nunca mais parar. É uma angústia tola e dela me livro - e volto - e passo - e despeço.</p>
<p>Despedaço de mim mesma, que se junta e recompõe as brevidades de cada pensamento.</p>
<p>A inconstância da lógica, das sinapses que me norteiam os objetivos e que me perdem o rumo do definitivo. O objetivo é um horizonte fora da tela, em uma pintura borrada por um hiato criativo.</p>
<p>Crio as miríades de desespero para mim. E nelas me esvaio, até miar meus traços e deles me desfaço.</p>
<p>Esmero o passar do tempo. Entreolho o tempo e o espaço.</p>
<p>E não passa.</p>
<p>No outros ela se desfaz em fumaça. Comigo não tem jeito mesmo.</p>
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		<title>Entrevista: Mayra Dias Gomes</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[fugalaça]]></category>

		<category><![CDATA[mayra dias gomes]]></category>

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		<description><![CDATA[tai.nalon@re-vista.info
Christiane Felscherinow inovou e Lolita Pille embarcou na  idéia. Agora é Mayra Dias Gomes, filha do dramaturgo Alfredo Dias Gomes, que  abre seu diário para o público. Em &#8220;Fugalaça&#8221;, seu primeiro romance, Mayra conta  a história de Satine, uma adolescente em rota de colisão com a vida  e da juventude sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="mailto:tai.nalon@re-vista.info"><em>tai.nalon@re-vista.info</em></a></p>
<p align="left">Christiane Felscherinow inovou e Lolita Pille embarcou na  idéia. Agora é Mayra Dias Gomes, filha do dramaturgo Alfredo Dias Gomes, que  abre seu diário para o público. Em &#8220;Fugalaça&#8221;, seu primeiro romance, Mayra conta  a história de Satine, uma adolescente em rota de colisão com a vida  e da juventude sem chão que viveu desde a morte de seu pai.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: &#8220;Fugalaça&#8221; acaba de chegar às livrarias e já provocou  comparações com &#8220;Hell&#8221;, de Lolita Pille, e mesmo o clássico adolescente  &#8220;Christiane F.&#8221;. Como você enxerga essas comparações?</strong></p>
<p align="justify">Acredito que todas as escritoras adolescentes que surgirem  contando uma história honesta sobre a juventude desregrada e o mundo em que  viveram, sofrerão essas comparações – elas são inevitáveis.  Os enredos podem  ser semelhantes, mas cada uma das histórias tem um desenvolvimento e uma  mensagem diferente.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: O livro foi apresentado ao público como um relato  auto-biográfico com algumas doses de ficção. O quanto da vida da autora está  nesse romance?</strong></p>
<p align="justify">Existem doses fortes de realidade e doses fortes de ficção. A  história é um mesclado daquilo que vivi com aquilo que presenciei. Seja através  de pessoas que passaram pela minha vida ou através da minha imaginação. Satine é  meu alter-ego, o outro eu - aquele que posso controlar.  Posso minimizar,  maximizar, dramatizar, romantizar ou modificar. Há uma grande semelhança com o  mundo em que vivi, pois escrevo sobre o que sei e o que sei faz parte de quem  sou. O livro é escrito através da realidade de uma menina de 16 anos. Nessa  idade tudo é mais intenso, pois é a primeira vez que passamos por um monte de  situações. Quando escrevi &#8220;Fugalaça&#8221; tinha somente 17 e agora com 19, vejo a  vida de uma maneira muito diferente. Não me identifico com a história tanto  quanto me identificava há alguns anos atrás. O livro foi uma maneira de  exorcizar certos sentimentos que ainda me corroíam naquela idade. Quando  terminei de escrever, senti que fui presenteada com a chance de recomeçar.  Enfrentei meus monstros e consegui afastá-los. Amadureci através da construção  dessa história.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: Embora o livro tenha certo tom confessional, com detalhes  que se conta apenas para o diário, você o escreveu para algum público em  específico?</strong></p>
<p align="justify">O propósito deste livro é simples; confortar e dar esperanças  aos jovens que passaram ou estão passando por situações semelhantes às do livro.  Acredito no recomeço, na reinvenção, na evolução. Acredito que a vida deve ser  lida como um livro: devemos aplicar todas as lições que aprendemos com os altos  e baixos da vida em um novo capítulo. Não acredito em arrependimentos, acredito  no recomeço, e é isso que quero passar aos meus leitores.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: O rock&#8217;n'roll faz parte da sua vida e você  traz consigo um visual bastante marcante, com tatuagens, piercings, maquiagem  pesada. O livro também carrega essa estética. Qual seria então a trilha sonora  do livro? </strong></p>
<p align="justify">O rock’n’roll e a escrita foram e continuam sendo minhas  principais válvulas de escape. Cada capítulo que escrevi teve uma trilha sonora  diferente. Costumo ouvir música para escrever, pois a música me inspira. Marilyn  Manson, Nirvana, Rolling Stones, David Bowie, Backyard Babies e K’s Choice foram  as principais bandas que tocaram no meu head-fone enquanto escrevia este livro.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: É inevitável a expectativa das pessoas com  relação à sua escrita por ser filha de Dias Gomes. Como você lida com essa  pressão?</strong></p>
<p align="justify">Sinto principalmente orgulho de ser filha do meu pai. Sinto uma  felicidade inexplicável e uma admiração maior ainda. A pressão é enorme, sem  dúvidas, mas tento não me importar com as comparações. Meu pai tem um enorme  acervo e eu estou somente começando. Tenho 19 anos e &#8220;Fugalaça&#8221; é meu primeiro  romance. Não podem esperar que eu comece escrevendo clássicos. Como já disse  acima, é tudo uma questão de amadurecimento e evolução.</p>
<p align="justify"><strong>Re-vista!: Você já tem algum outro livro engatilhado? &#8216;Tá  escrevendo um?</strong></p>
<p align="justify">Tenho um livro novo à caminho e estou trabalhando em um  curta-metragem também.</p>
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