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	<title>Re-vista! &#187; Zaira Brilhante</title>
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	<description>Porque cultura é coisa séria!</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:56:03 +0000</pubDate>
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		<title>Lado B: Inversão de valores&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Mais uma daqui de Londres.  Na verdade, essa chega a ser mais brasileira que a coluna anterior.  Lembro-me do tempo em que ainda estava aí no Brasil, trabalhando alegre,  feliz e contente como jornalista – que, afinal, é o que eu sou –  quando escrevi um artigo no qual comparava, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-102" style="float: right; margin: 10px;" title="ladob2" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Mais uma daqui de Londres.  Na verdade, essa chega a ser mais brasileira que a coluna anterior.  Lembro-me do tempo em que ainda estava aí no Brasil, trabalhando alegre,  feliz e contente como jornalista – que, afinal, é o que eu sou –  quando escrevi um artigo no qual comparava, por exemplo, o número de  vendas de Los Hermanos e (pasmem!) Calypso. Pois é, a brincadeira da  matéria na época era comentar se o grupo de Chambinho e Joelma (ah,  vai, não tem quem não saiba quem são os dois&#8230; Por mais que se tente  evitar, eles foram – ainda são? – um “fenômeno, fenômeno, isso  é Calypso”) seria uma versão tupiniquim de Arctic Monkeys – o  modelo do independente que deu certo.</p>
<p>Não quero entrar em detalhes  do outro texto porque não vai acrescentar muito mais ao que eu quero  dizer. O importante é que vocês já têm uma idéia de onde quero  chegar. Ainda não? Eu explico. Há pouco mais de três semanas fui  convidada por uma amiga – que fique registrado, ela ganhou os ingressos  numa promoção! – para assistir à Daniela Mercury num clube/bar brasileiro  no centro de Londres. O lugar se chamava Guanabara.</p>
<p>Bem, não tinha mais nada para  fazer&#8230; E rezava a lenda que poderia encontrar uma cerva brasileira&#8230;  Resultado, lá fui eu. O lugar era simpático. Mas bem diferente do  que costumo freqüentar, seja na Inglaterra, seja no Rio. De fato, tinha  a cerva – quente! Pra variar&#8230; O preço, nem quero comentar&#8230; Mas  não é desse valor que me refiro no título, apesar de a questão também  tocar no bolso. Imaginem vocês o meu susto quando descubro quanto as  pessoas estavam pagando para assistir a Dani, Dani, Dani, Daniela. A  módica quantia de 40 libras esterlinas! Já fizeram as contas?</p>
<p>Numa conversão porca de 1  libra = 4 reais, temos, senhoras e senhores, brasileiros que pagaram  R$ 160 para assistir a um show de menos de duas horas, num lugar pouco  maior do que o círculo central do Circo Voador (desconta a parte descoberta,  se não dá três do tal Guanabara), com atrasado de mais de três horas  – a moda brasileira, claro. Deixa a pontualidade britânica pro inglês  ver, “aqui só tem brasileiro e português”, a morena baiana insistia  em repetir. Bem&#8230; Não foi ruim. Mas vamos combinar que por essa descrição  também tava longe de ser bom.. E olha que eu não paguei nada além  da cerva.</p>
<p>Agora vamos lá. Esse sábado  vou assistir à Maria Rita por aqui. Dessa vez pagando, com muito orgulho.  Querem saber quanto? Acho que ninguém advinha. Mas, enfim, eu conto:  15 libras, meus caros. Pra assistir de camarote, no teatro de um dos  centros culturais mais badalados daqui, o Barbican. Uma gracinha só.  Agora aposto com vocês – e ainda pago em libras – que se tiver  atraso, não passa de meia hora, só pra dar um charme. E o público,  bem, vou tentar contar os brasileiros que encontrar por lá. Se bobear,  vai dar pra marcar só nos dedos das mãos&#8230;<br />
<em>Nota ao leitor: Prometo, na  próxima coluna, dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que  a verdade quanto as minhas previsões, elas se concretizando ou não.  Aguardem&#8230;</em></p>
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		<title>Blackbird Singing - Sir Paul McCartney</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 02:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra relaxar&#8230; 
Sabe aquele tipo de leitura a que você recorre quando quer descansar? Muitas pessoas podem torcer o nariz, mas nem todo livro precisa ser denso. Quando se trata de poesia então, podemos nos dar o prazer de deliciar um livro como “Blackbird singing”. O nome soa familiar? Sim, tem a ver com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/paulmccartney.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-108" style="float: right; margin: 10px;" title="paulmccartney" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/paulmccartney.jpg" alt="" width="227" height="450" /></a><strong>Pra relaxar&#8230; </strong></p>
<p>Sabe aquele tipo de leitura a que você recorre quando quer descansar? Muitas pessoas podem torcer o nariz, mas nem todo livro precisa ser denso. Quando se trata de poesia então, podemos nos dar o prazer de deliciar um livro como “Blackbird singing”. O nome soa familiar? Sim, tem a ver com a famosa canção dos Beatles. E agora acabei de dar uma pista sobre o autor. Quem assina essa compilação que mistura música e literatura é Sir Paul McCartney.</p>
<p>Como não podia ser diferente, o original foi escrito em inglês - e é melhor, sem dúvida, que seja lido nesta língua. Assim não se perde nenhuma das nuances contidas nas linhas e entrelinhas dos mais de 80 textos, todos escritos entre os anos de 1965 e 1999.</p>
<p>As temáticas abordadas são as mais diversas e as referências a canções do quarteto de Liverpool não se limitam somente ao título. Um dos capítulos mais bonitos se chama “Yesterday”. Nele estão muitas das letras que marcaram época, mas que aqui, em forma de livro, ganham nova conotação conforme as páginas vão passando. Assim, lidas sem o peso da banda por traz, é possível apreciar de uma outra maneira as letras de “The long and windig road”, “The fool on the hill”, “Carry the weight” e “Penny Lane”, por exemplo.</p>
<p>Mas é no primeiro capítulo, “Playing at home”, em que Paul mostra seu lado mais intimista. Os poemas “Here today” and “Maybe I’m amazed” são simples – assim como todo o texto desta obra – mas  nem por isso menos bonitos ou sinceros. Nas palavras de Paul, “agora acredito que ambas as formas de escrever têm igual capacidade de transmitir grande profundidade e sentimento”. Ao chegar ao final da obra não resta qualquer dúvida.</p>
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		<title>Lado B: Do outro lado&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 14:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa deve ser a coluna de número 5532 que eu escrevo pra esse espaço, mas estranhamente sinto como se fosse a primeira. Pensei até em mudar o nome dela, por achar que precisava começar do zero e também por considerar “Lado B” um tanto démodé agora, mas desisti quando nada melhor me ocorreu. Já era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-102" style="float: right; margin: 10px;" title="ladob2" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Essa deve ser a coluna de número 5532 que eu escrevo pra esse espaço, mas estranhamente sinto como se fosse a primeira. Pensei até em mudar o nome dela, por achar que precisava começar do zero e também por considerar “Lado B” um tanto démodé agora, mas desisti quando nada melhor me ocorreu. Já era tarefa árdua demais escolher um assunto pra discorrer. Mas, pra minha surpresa, não demorei muito a me decidir. Vamos falar da vida do lado de cá do oceano. Deixa o B no mesmo lugar, mas troquemos o Brasil pela Britain que me acolheu.</p>
<p>Pros desatualizados, explico: estou em Londres. Morando em Londres. Vivendo o dia-a-dia de Londres. Tendo que encarar coisas como café da manhã com sausage, feijão e bacon (mentira, ainda resisto!) e bebendo cerveja quente de meio em meio litro (a famosa pint!). Vou deixar esta cidade, no entanto, pra outra conversa. Agora quero falar de Brasil, mas do Brasil que não ganha as manchetes. Um Brasil difícil de entender, mas fácil fácil de se orgulhar. Um Brasil feito daquele tipo de brasileiro que sabe como ninguém aproveitar cada detalhe, cada pedacinho, cada grão de sorte que encontra pelo caminho.</p>
<p>Cosmopolita como nenhum outro lugar deve ser, Londres reúne gente de todas as nacionalidades que você pode imaginar e algumas que sequer sonhou em conhecer um dia (afinal, com quantos nepaleses você pensou em trabalhar um dia? E Macedônia, sabe onde fica no mapa? Já pensou em estudar com alguém da Letônia?).</p>
<p>Conviver com diversas culturas é interessante. A troca é fantástica. Mas o melhor disso é reconhecer, ao comparar nosso povo com tantos outros que encontramos, como o brasileiro é fantástico. Por quê? Agora chego aonde queria desde o começo desta coluna, listar as qualidades tupiniquins que só nos damos conta quando ficamos frente a frente com exemplos assim. Desde pequenos os brasileirinhos que têm condições financeiras de sustentar isso, claro, aprendem que é preciso estudar inglês. Na adolescência, alguém explica que espanhol também será imprescindível daqui pra frente. E, ao entrar na faculdade, pronto, ele descobre que seria bom também começar a se dedicar ao francês. O mercado de trabalho bateu à porta e logo seu chefe explica como seria bom ter algum conhecimento de uma língua asiática.</p>
<p>Daí esse ser humano com 20 e poucos anos chega ao Reino Unido pra continuar seus estudos. Quer fazer “mestrado no exterior” porque é mais uma linha colorida pro currículo. Chegando aqui ele dobra o diploma em quatro e vai limpar o banheiro daquele inglês que, ao ouvir que você é brasileiro, te saúda: “Hola, como estás? Muy bella!”. Mas o brasileiro, como a gente está cansado de saber, não desiste nunca. E ainda consegue sair dessa com um sorriso de orelha a orelha. Agora me diz, como não se orgulhar? O brasileiro tem a mania de se esforçar, de dar o seu melhor, seja pra ser doutor ou pra ouvir depois de limpar 300 banheiros de estádio que fez um trabalho muito bom. O brasileiro que é brasileiro e se orgulha de ser brasileiro não faz corpo mole, não tira vantagem, não enrola.</p>
<p>O brasileiro que é brasileiro vai voltar pro Brasil e dizer que fez mestrado na Europa, que foram os melhores anos de sua vida, mas que graças a Deus (porque no Brasil a gente ainda acredita em Deus), está de volta à terra adorada, porque entre as outras tantas mil que teve a chance de visitar, apenas uma ele pode chamar de “pátria amada”.</p>
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		<title>Keane - Under the iron sea</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[britrock]]></category>

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		<description><![CDATA[zaira.brilhante@re-vista.info

Letras simples e quase infantis aliadas a uma sonoridade  triste
A quantidade de bandas interessantes que visitam o Brasil este  início de ano é indiscutível. Um deles é o trio inglês Keane, que faz dois shows  em São Paulo e um no Rio de Janeiro para apresentar seu segundo álbum, “Under  the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="mailto:zaira.brilhante@re-vista.info"><em>zaira.brilhante@re-vista.info</em></a></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>Letras simples e quase infantis aliadas a uma sonoridade  triste</strong></p>
<p align="justify">A quantidade de bandas interessantes que visitam o Brasil este  início de ano é indiscutível. Um deles é o trio inglês Keane, que faz dois shows  em São Paulo e um no Rio de Janeiro para apresentar seu segundo álbum, “Under  the iron sea”. Os fãs da banda brincam no orkut sobre adivinhar qual outro grupo  poderia abrir as apresentações. O mais provável é nenhum, mas alguns – os mais  otimistas – insistem em possibilidades tão remotas quanto à própria vinda do  Keane soaria há algum tempo atrás. Entre os mais citados, bandas consagradas  como Travis e outros nomes ainda pouco conhecidos aqui como Lifehouse e  (pasmem!) até Snow Patrol entrou na lista.</p>
<p align="justify">Enquanto as apostam continuam rendendo assunto, canções como a  quase U2 “Is it any wonder” ganham espaço em rádios e na MTV. O segundo cd do  grupo é muito semelhante ao primeiro, “Hopes and Fears”, com, no entanto, uma  vantagem: um público cativo. Sim, porque em seu primeiro trabalho o Keane já  havia conseguido abarcar uma leva de fãs fiéis (mais ou menos aquilo que a gente  viu nas apresentações do Franz Ferdinand por aqui, uma massa de gente pulando e  cantando até quando não haviam letras para serem entoadas).</p>
<p align="justify">Não dá pra negar que o Keane integra aquele grupo de bandas com  um lema que gira em torno do “corte seus pulsos e seja feliz”. Mas a melancolia  das melodias e das letras tristes não diminui a qualidade do trabalho. Muito  pelo contrário, são na verdade elas as responsáveis por agregarem tantos fãs.</p>
<p align="justify">Apesar de não ser este o momento alto da carreira do Keane, a  banda chega ao Brasil numa fase em que o britrock está na moda. Bom pra eles e  pra gente. Afinal, somos nós que vamos poder vibrar ao ouvir “Leaving so soon” e  “Put it behind you”. Ou chorar com a interpretação que Tom Chaplin dá para  letras como “I don’t wanna be adore, don&#8217;t wanna be first in line, or make  myself heard (&#8230;) I wanna be the place you call home”, uma canção de amor, como  ele mesmo define “Hamburg song”.</p>
<p align="justify">Com letras e títulos de uma simplicidade quase infantil (como  “The frog prince” e “Broken toy”), “Under the iron sea” vai sendo construído por  essa banda de indiscutível qualidade instrumental – ou alguém discorda que Tim  Rice-Oxley faz milagres com aquele piano para suprir a ausência de guitarras?  Para completar o trio, a bateria de mil faces de Richard Hughes, que faz você  voltar do transe entre uma faixa e outra.</p>
<p align="justify">Agora é esperar, falta menos de um mês pro Brasil conferir tudo  isso ao vivo.</p>
<p align="justify"><em>Under the iron sea, Island, UK, 2006</em></p>
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		<title>Babel</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 00:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[babel]]></category>

		<category><![CDATA[oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[zaira.brilhante@re-vista.info
“Babel” é sobretudo um filme de diferenças. Apesar das críticas  ferrenhas contidas na trama – que alterna entre os distintos problemas regionais  vividos em quatro cantos do mundo – no final o espectador que assiste a essa  produção sai da sala com uma inquietação que martela no seu estômago: “pra eles  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="mailto:zaira.brilhante@re-vista.info"><em>zaira.brilhante@re-vista.info</em></a></p>
<p align="justify">“Babel” é sobretudo um filme de diferenças. Apesar das críticas  ferrenhas contidas na trama – que alterna entre os distintos problemas regionais  vividos em quatro cantos do mundo – no final o espectador que assiste a essa  produção sai da sala com uma inquietação que martela no seu estômago: “pra eles  tudo sempre dá certo”.</p>
<p align="justify">Por eles, vamos entender os americanos Richard e Susan,  interpretados por Brad Pitt e Cate Blanchett, e seus dois filhos pequenos.  Apesar de todo desespero vivido pelos quatro durante os 142 minutos de filme,  eles não atravessam dramas como o da família de marroquinos, que vive sob o  estigma do terrorismo, ou da família de mexicanos, sempre no papel de invasores.</p>
<p align="justify">Também não são os americanos que têm de conviver com o drama da  solidão, mesmo quando se está no meio de milhares de pessoas. Esse sofrimento  coube a estudante japonesa Chieko, que ficou a cargo da atriz Rinko Kikuchi,  imersa no silêncio provocado pela sua deficiência auditiva.</p>
<p align="justify">As histórias paralelas do longa de Alejandro González-Iñárritu  (de Amores Brutos e 21 Gramas) são fortes e completamente plausíveis. Não há  glamour neste filme para desfazer o peso de suas constatações, mas sim  interpretações muito contundentes. “Babel” sofre apenas com a quantidade de  conteúdo, já que cada uma de suas histórias poderia ser traduzida em uma  produção à parte.</p>
<p align="justify"><em>EUA, 2006, 142 min.</em></p>
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