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	<title>Re-vista!</title>
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	<description>Porque cultura é coisa séria!</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:56:03 +0000</pubDate>
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		<title>A vida é assim: A rotina da beleza na hora dos comerciais</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 01:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Queridos leitores, eu tenho uma confissão a fazer: eu gosto de comerciais. E gosto bastante. Apesar de saber de que ela é considerada uma grande vilã por muitos - já que induz ao consumismo através da criação de status e estilos de vida não essenciais - eu gosto de assistir às publicidades como se fossem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-60" style="float: right; margin: 10px;" title="a-vida-e-assim-02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/a-vida-e-assim-02.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Queridos leitores, eu tenho uma confissão a fazer: eu gosto de comerciais. E gosto bastante. Apesar de saber de que ela é considerada uma grande vilã por muitos - já que induz ao consumismo através da criação de status e estilos de vida não essenciais - eu gosto de assistir às publicidades como se fossem pequenos filmes. Pois é, hoje em dia, o cinema é visto como arte, mas não é ele também um dos primeiros meios (tecnológicos) massivos?</p>
<p>Bem, sem querer entrar em uma outra discussão – nem um pouco recente, inclusive – eu vou voltar a minha confissão. Nas últimas semanas, dois comerciais de fabricantes de cosméticos me chamaram muito a atenção: o do O Boticário e da Natura. Eu gostaria de dizer que os dois em agradaram, mas, infelizmente, isso não aconteceu.</p>
<p>Afinal, não tem como não levar um susto diante de uma mensagem publicitária com um discurso oco sobre a beleza e a estética. Um anúncio que retrata uma sociedade dita “igualitária” vivida por mulheres com roupas iguais, corte de cabelos iguais e atividades iguais. Às vezes, penso que os publicitários se inspiraram no universo de 1984. Se foi esta a intenção, coitados, passaram longe.</p>
<p>Primeiro, sinto-me particularmente ofendida com este comercial. Quer dizer que mulheres com cabelo chanel com franja e que não usam salto alto não estão preocupadas com a sua aparência? Quer dizer que eu sou feia? Eu sei que a proposta é fazer um discurso contra a padronização (e por que não massificação?) da sociedade contemporânea. Porém, as imagens e roteiro do comercial é tão vazio. Parece que a independência, a “desconfiguração” só pode ser feita através de bobos mecanismos que modificam a aparência. Claro que a aparência é importante, é uma linha de interação entre diferentes grupos que se identificam através do visual. A estética cria uma ética, ética de cada grupo, como diria Maffesoli. Porém, estas identificações são feitas de diversas maneiras, por diferentes atitudes e não só porque alguém mudou a cor do batom, passou um blush ou pintou o cabelo. Isso também faz parte, mas aparência é reflexo de outras escolhas e posturas diante da vida.</p>
<p>Agora, o comercial da linha Tododia da Natura é um prazer. “Poesia pura”, como disse uma grande amiga. Uma idéia simples de mostrar como tudo na vida é feita de rotinas, inclusive a nossa diferenciação no mundo. Somos rotinas. Nossa aparência é uma rotina de escolhas e cuidados. E vale lembrar que a última campanha da empresa, para o lançamento da linha Amor América, também primou pela delicadeza e perspicácia.</p>
<p>É muito difícil imaginarmos um mundo sem rotina proposta pela Natura, mas fácil fácil imaginar um mundo sem a superstimada vaidade de O Boticário. Mais uma vez, afirmo que esta é soa a minha singela opinião de telesectadora e cada um pode ter a sua reflexão sobre os comerciais. O mundo é de rotinas, de aparência e de opiniões. Fazer o quê, né? A vida é assim&#8230;</p>
<p><em>Assista aos comerciais:</em></p>
<p><strong>O Boticário</strong></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VSufIPIEF4M&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VSufIPIEF4M&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Natura</strong></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ywstMUvHJtI&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ywstMUvHJtI&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Pé na estrada: Viagem a Parintins</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 02:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-188" title="viagemparintins04" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins04-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins05.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-189" title="viagemparintins05" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins05-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins06.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-190" title="viagemparintins06" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins06-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins07.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-191" title="viagemparintins07" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins07-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-193" title="viagemparintins03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins03-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Pé na estrada: Parintins é meu país</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 02:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O  título – uma reprodução de um dos versos da música “Emoção  pra valer”, composta por Rafael Lacerda e Flávio Farias e apresentada  pelo Boi-Bumbá Garantido no Festival de 2007 – consegue sintetizar  o sentimento de orgulho e nacionalismo despertados por uma das festas  folclóricas mais importantes do Brasil. Estar em Parintins é para  mim, sem exageros, uma das experiências mais fortes que uma pessoa,  principalmente um brasileiro, pode ter na vida. Meu primeiro contato  com esta verdadeira ópera a céu aberto aconteceu há 12 anos, quando  zapeando em frente à TV numa noite qualquer, eu e meu pai nos deparamos  com o Festival sendo transmitido ao vivo pela Amazon Sat. Naquele dia,  disse a mim mesma de que um dia veria este espetáculo de perto. O sonho  se concretizou no ano passado, quando estive pela primeira vez na bela  cidade situada na margem direita do “rio-mar” Amazonas, no arquipélago  de Tupinambarana.</p>
<p align="justify">Um  dos obstáculos para quem mora fora da Região Norte conseguir ir à  Parintins sem desembolsar muito dinheiro é o gasto com transporte e  hospedagem. A solução é começar a “caçar” pelo menos três  meses antes, promoções e tarifas mais em conta nas companhias aéreas  que levam até Manaus. A partir daí, o visitante tem duas opções  para chegar à Parintins: a mais barata (e talvez a mais emocionante)  é pegar uma das centenas de embarcações que fazem o trajeto até  a Ilha durante todo o período do Festival. Para atravessar os 420 km  (via fluvial) que separam as duas cidades, as embarcações demoram  de 18 a 24 horas, sendo que o percurso pode ficar ainda mais longo na  época do Festival devido a engarrafamentos&#8230;de barcos!</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-185" title="viagemparintins02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins02.jpg" alt="" width="500" height="203" /></a></p>
<p align="justify">A  outra opção – mais cara, porém bem mais rápida – é comprar  um dos milhares de bilhetes de companhias aéreas, que na época do  Festival chegam a disponibilizar vôos de Manaus-Parintins de hora em  hora. É importante destacar que o trajeto é feito somente naqueles  aviõezinhos de hélice, que á primeira vista metem um pouco de medo,  mas que são super seguros.</p>
<p align="justify">Já  com relação à hospedagem, a melhor opção é juntar um grupo de  pessoas e alugar uma casa. Além de ser mais barata, esta saída permite  que você conviva com gente de toda parte do Brasil! No meu caso, minha  estadia em Parintins só foi possível graças a um grupo chamado  <a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=28234785" target="_blank">Tribo  Orkut Parintins</a>. O grupo, coordenado por pessoas que vivem  em Manaus, divide todo ano uma casa na Ilha. Também há algumas pousadas  e hotéis, mas se você não faz reserva um ano antes, corre o risco  de pagar muito mais caro ou até ficar sem uma vaga!</p>
<p align="justify">No  quesito “alimentação”, não há com o que se preocupar. Em Parintins,  há opções para todos os bolsos: desde um suco de cupuaçu direto  da fruta, mega sanduíches e cachorros-quentes a preços entre R$1 e  R$2 até tambaquis e pirarucus fresquinhos a R$8/ pessoa em média.</p>
<p align="justify">A  minha “primeira vez” na Ilha ficou marcada por um dos momentos sublimes  vividos logo no primeiro dia: almoçando num restaurante à beira do  barrento rio Amazonas, tive a sorte de ver golfinhos que ali nadavam.  Empolgada, tirei correndo a minha câmera fotográfica da bolsa e registrei  aqueles minutos que ficarão para sempre guardados na minha memória.  Ali, naquele momento me dei conta da magia e do encantamento deste lugar,  no meio da selva amazônica.</p>
<p align="justify">De  volta à Ilha neste ano, desta vez acompanhada de meu pai (que foi meu  companheiro na época em que só podíamos assistir o Festival pela  TV, lembram?), pude desfrutar mais uma vez da alegria da Ilha: a música  e as danças nas ruas (os bares Comuna’s e Chapão são paradas obrigatórias  para qualquer turista!); as passagens de som no Bumbódromo, único  momento em que as “galeras” – como são chamadas as torcidas de  cada Boi – podem deixar um pouco de lado a diplomacia; o movimento  no Mercado Popular; os passeios de triciclo; e, claro, a emoção e  a energia indescritíveis vividas nos espetáculos apresentados nos  três dias do evento.</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-184" title="viagemparintins01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/viagemparintins01.jpg" alt="" width="500" height="264" /></a></p>
<p align="justify">Um  momento do último dia merece ser registrado aqui. Há poucas horas  de retornar para Manaus, eu e meu pai tivemos a oportunidade de conversar  com uma índia que estava comercializando seu artesanato na tradicional  feirinha que acontece todos os anos na cidade. Pertencente à tribo  dos tucunas – que ocupa o alto rio Solimões – ela nos contou as  dificuldades que enfrentou para chegar até ali sozinha, do seu desespero  ao se dar de conta que estava abandonada no meio do caminho quando a  embarcação em que ela vinha foi parada pela fiscalização e do alívio  ao saber que conseguiria lugar em outra embarcação. Mostrando seus  produtos, ela ia explicando, em meio a um sorriso e outro, o sistema  de transmissão familiar dos conhecimentos do artesanato indígena.  Em suma, uma aula prática de cultura brasileira.</p>
<p align="justify">Ao  contar para amigos que iria novamente a Parintins este ano, escutei  muitas vezes a frase: “Mas, por quê? Você já não foi no ano passado?”  Poderia perder horas formulando uma resposta racional para esta pergunta,  falar da minha paixão pela cultura popular, da beleza e da energia  das terras amazônicas&#8230;mas acho que só mesmo quem já foi à Parintins  poderia entender plenamente as razões (e as emoções ) que nos conduzem  todos os anos rumo à Ilha no mês de junho. Espero encontrar vocês  lá em 2009!</p>
<p align="justify"><a href="http://re-vista.info/2008/07/pe-na-estrada-viagem-a-parintins/" target="_blank">Veja a galeria de fotos da viagem de Luana Dias ao Festival de Parintins &gt;&gt;&gt;</a></p>
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		<title>A Lei segundo Kafka</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 01:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Dias</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quem nunca se deparou com alguma história sobre os entraves da interminável e complexa teia burocrática do sistema judiciário? Este é o enredo da peça &#8220;O Processo&#8221;, uma adaptação para os palcos de um dos clássicos do início da literatura do século XX, redigida pelo escritor tcheco Franz Kafka, em cartaz no Teatro Maison de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca se deparou com alguma história sobre os entraves da interminável e complexa teia burocrática do sistema judiciário? Este é o enredo da peça &#8220;O Processo&#8221;, uma adaptação para os palcos de um dos clássicos do início da literatura do século XX, redigida pelo escritor tcheco Franz Kafka, em cartaz no Teatro Maison de France até o dia 27 de julho. No espetáculo, dirigido e com texto adaptado por José Henrique, o público é convidado a seguir os passos de Josef K. (Tuca Andrada), um alto funcionário de um banco que na manhã de seu aniversário de 30 anos se encontra detido por causas desconhecidas e não-reveladas. Durante os 120 minutos de peça, o personagem procura entender os motivos de sua detenção, sem conseguir encontrar respostas concretas para suas perguntas.</p>
<p>Gradativamente, a platéia é convidada a mergulhar junto com Josef K. nas entranhas do seu processo. A agonia e a sensação de impotência vão pouco-a-pouco tomando conta do personagem. Perdido, o bancário passa um dia à procura de um endereços incompleto. Ao entrar nos porões onde os processos caminham em ritmo lento, o ar é pesado, e Josef  K. quase morre sufocado pela poeira. O desconforto e a tensão vividos pelo protagonista em cena são passados à platéia a partir da repetição da rotina de visitas a advogados, nos diálogos com falas longas, repletas de expressões judiciárias desenroladas nos depoimentos ao Tribunal, e até mesmo de relacionamentos interesseiros e superficiais. Tudo sempre com uma certa ponta de humor.</p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/oprocesso01.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-179" title="oprocesso01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/oprocesso01.jpg" alt="" width="500" height="269" /></p>
<p>Dentre os momentos de risos entredentes, o destaque vai para a cena memorável em que o personagem Tintoreto, um pintor de quadros do alto escalão do Tribunal, conta a Josef K. quais são as alternativas possíveis para o encaminhamento do seu processo. Em meio a risos cúmplices da platéia, o pintor explica a diferença entre a absolvição real, a absolvição abstrata e o processo arrastado, uma crítica bem-humorada, porém contundente à confusa e ineficiente burocracia do sistema judiciário.</p>
<p>Estantes de aço repletas de caixas de arquivos e processos compõem o cenário, idealizado pelo cenógrafo Hélio Eichbauer. De dentro das caixas de arquivos e processos, são retirados os adereços usados para dar vida aos mais de 50 personagens vividos pelos atores Antonio Alves, Gustavo Ottoni, Letícia Guimarães, Paula Valente, Rogério Freitas, Roberto Lobo, Sílvia Monte e Suzana Abranches, que sustentam a cena com Tuca Andrada. Como figurino-base, todos os atores usam sóbrios ternos criados por Daniela Vidal.</p>
<p>A cena que termina o espetáculo de forma surpreendente dá ao público a liberdade de imaginar as diferentes versões para o fim da história de Josef K. Dura lex sed lex? Vale a pena ir à Maison de France e refletir com Kafka sobre os caminhos da Lei.</p>
<p>O PROCESSO<br />
Teatro Maison de France<br />
Avenida Presidente Antonio Carlos, 58 - Centro<br />
Informações: (21) 2544-2533<br />
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) / 20,00 (meia) às quintas e sextas-feiras<br />
R$ 50,00 (inteira) / 25,00 (meia) aos sábados e domingos</p>
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		<title>Arte invade a Rua do Mercado no próximo sábado</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 17:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No próximo  sábado, dia 12, acontecerá a quarta edição do Mercado Cultural, evento  que reúne diversas manifestações culturais na Rua do Mercado. O projeto  — que faz parte da agenda oficial de comemorações dos 200 anos da  chegada da família real ao Brasil — tem como objetivos revitalizar  o centro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">No próximo  sábado, dia 12, acontecerá a quarta edição do Mercado Cultural, evento  que reúne diversas manifestações culturais na Rua do Mercado. O projeto  — que faz parte da agenda oficial de comemorações dos 200 anos da  chegada da família real ao Brasil — tem como objetivos revitalizar  o centro histórico do Rio de Janeiro e divulgar trabalhos de artistas  que freqüentam a região.</p>
<p align="justify">As atividades  começam às 11h e estimulam a participação dos visitantes através  de feiras de artesanato e oficinas. Haverá cursos de cabeleireiro,  dança de salão e até mesmo de degustação de cachaça. Vindo diretamente  de Minas Gerais, um grande alambique será montado no evento. Os participantes  — além de terem aulas sobre história, curiosidades e tipos de cachaça  — poderão degustar algumas doses da sua aguardente.</p>
<p align="justify">O Mercado Cultural  contará também com a apresentação ao ar livre da peça “Cidade  das Donzelas”. O espetáculo, produzido pela Troup Pas D’Argent,  conta as aventuras de um rapaz em uma cidade onde só existem mulheres  feias que atacam qualquer estranho que se aproxime de suas casas.</p>
<p align="justify">A música será  representada pela Solarata, a serenata ao sol, que apresenta canções  populares, e por um show de Bossa Nova. Além disso, quem quiser conhecer  melhor o centro histórico do Rio de Janeiro poderá participar do giro  cultural passo a passo pelos monumentos da região.</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/mercadocultural01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-177" title="mercadocultural01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/mercadocultural01.jpg" alt="" width="500" height="148" /></a></p>
<p align="justify">Um bom motivo  para passar o sábado na rua, não? Então, confira os horários das  atividades da quarta edição do Mercado Cultural:</p>
<p><strong>Artesanato </strong><br />
Das 11h às 18h – Exposição e venda de artesanato brasileiro.<br />
<strong><br />
Oficinas </strong><br />
Das 11h às 17h – Cabelo Afro oferecida pela Ação Comunitária  do Brasil, na Esquina da Fama.<br />
15h30 – Oficina de Cachaça, no Restaurante 1881</p>
<p><strong>Dança </strong><br />
13h – Dança de Rua com artistas da Ação Comunitária do Brasil,  na Esquina da Fama.</p>
<p>16h - Oficina de Dança de  Salão, no Beco da Cultura</p>
<p><strong>Música </strong><br />
14h – Solarata, em frente ao Restaurante 1881.<br />
15h – Bossa Nova, em frente ao Restaurante King Krab.<br />
17h – Solarata, em frente ao Restaurante 1881.</p>
<p><strong>Teatro </strong><br />
15h – “Cidade das Donzelas”, com a Troup Pas D’Argent, no Beco  da Cultura.</p>
<p><strong>Turismo</strong><br />
15h30 – Giro Cultural Passo a Passo pelos monumentos da região, saindo  da Esquina da Fama.</p>
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		<title>Wall.E</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 02:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Coluna Meio]]></category>

		<category><![CDATA[animação]]></category>

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		<category><![CDATA[lixo]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine um planeta habitado pela corrosão e soterrado pelo lixo. Agora imagine um motivo para querer viver nele. Difícil? Os alucinados da Pixar, em parceria com o império Disney, conseguiram criá-lo. Seu nome é Wall.E, um pequeno robô desenvolvido para limpar a sujeira que os humanos –vivendo em uma grande nave&#8211; deixaram na Terra. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-172" style="float: right; margin: 10px;" title="wall-e02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e02.jpg" alt="" width="236" height="350" /></a>Imagine um planeta habitado pela corrosão e soterrado pelo lixo. Agora imagine um motivo para querer viver nele. Difícil? Os alucinados da Pixar, em parceria com o império Disney, conseguiram criá-lo. Seu nome é Wall.E, um pequeno robô desenvolvido para limpar a sujeira que os humanos –vivendo em uma grande nave&#8211; deixaram na Terra. No entanto, Wall.E é, acima de tudo, uma fábula tecnológica para resgatar aquilo de mais primordial que o cinema pretende contar: uma simples história de amor.</p>
<p>O pequeno compactador de lixo vive na Terra do ano 2810, 700 anos depois de os humanos terem deixado o planeta. Ele é o único restante dos operários da falida tentativa de uma grande corporação que aparentemente governa os terráqueos em promover uma grande limpeza. Wall.E –numa narrativa tão perspicaz em chamar atenção à aridez tecnológica do ser humano quanto à de <em>Inteligência Artificial</em> de Spielberg-Kubrick –é a pegada humana na Terra, o rastro de que ali houve vida. Ele espera, dia após dia, guardando como fósseis referências da cultura ocidental, esgotarem-se todas as peças de reposição da sua existência tardia.</p>
<p>Sua rotina muda quando conhece e se apaixona por Eva, uma sonda cuja “diretiva” é a princípio secreta. É com ela que ele mergulha –apesar da extinção das marés—num universo de referências familiares à nossa colonização tecnológica, seja assistindo a musicais na tela ampliada de um iPod, seja interferindo no mundo neuroticamente limpo dos humanos, seja coadjuvando em referências pop como <em>Bladerunner</em> e <em>2001</em>. Tudo isso sem que sejam necessários os modernosos –e já cansativos, vai&#8211; diálogos a la Chris Rock dos últimos desenhos animados.</p>
<p>Wall.E vem para se tornar mais um marco histórico da Pixar, que, juntamente com o diretor Andrew Stanton, já tinha produzido o elogiadíssimo <em>Procurando Nemo</em>. O trabalho gráfico é de fazer chorar qualquer entusiasta da animação, mesmo aquele já embasbacado pelo sucesso de <em>Ratatouille</em>. Embora os robôs se apresentem (propositalmente ou não) mais realistas que os humanos, cada cenário é uma escola da estética informática. Há quem diga, inclusive, que Eva remete-se ao design padrão Apple, enquanto que Wall.E é um PC vira-lata (há controvérsias, me alertaram alguns), e M.O. uma reminiscência da estética de Lucas e seu <em>Star Wars</em>.</p>
<p>Um filme para a família, Wall.E, embora originalmente formatado para adultos. É daqueles de deixar uma melancolia estranha –talvez  pela fisgada inteligente no modelo natimorto das corporações; talvez pela necessidade de conseguirmos nos interessar mais pelo improvável romance entre duas máquinas do que por nós mesmos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-173" title="wall-e01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/wall-e01.jpg" alt="" width="500" height="192" /></a></p>
<p><em>Wall-E, 2008, Estados Unidos, 104 min</em></p>
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		<title>Lado B: Inversão de valores&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zaira Brilhante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma daqui de Londres.  Na verdade, essa chega a ser mais brasileira que a coluna anterior.  Lembro-me do tempo em que ainda estava aí no Brasil, trabalhando alegre,  feliz e contente como jornalista – que, afinal, é o que eu sou –  quando escrevi um artigo no qual comparava, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-102" style="float: right; margin: 10px;" title="ladob2" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/ladob2.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Mais uma daqui de Londres.  Na verdade, essa chega a ser mais brasileira que a coluna anterior.  Lembro-me do tempo em que ainda estava aí no Brasil, trabalhando alegre,  feliz e contente como jornalista – que, afinal, é o que eu sou –  quando escrevi um artigo no qual comparava, por exemplo, o número de  vendas de Los Hermanos e (pasmem!) Calypso. Pois é, a brincadeira da  matéria na época era comentar se o grupo de Chambinho e Joelma (ah,  vai, não tem quem não saiba quem são os dois&#8230; Por mais que se tente  evitar, eles foram – ainda são? – um “fenômeno, fenômeno, isso  é Calypso”) seria uma versão tupiniquim de Arctic Monkeys – o  modelo do independente que deu certo.</p>
<p>Não quero entrar em detalhes  do outro texto porque não vai acrescentar muito mais ao que eu quero  dizer. O importante é que vocês já têm uma idéia de onde quero  chegar. Ainda não? Eu explico. Há pouco mais de três semanas fui  convidada por uma amiga – que fique registrado, ela ganhou os ingressos  numa promoção! – para assistir à Daniela Mercury num clube/bar brasileiro  no centro de Londres. O lugar se chamava Guanabara.</p>
<p>Bem, não tinha mais nada para  fazer&#8230; E rezava a lenda que poderia encontrar uma cerva brasileira&#8230;  Resultado, lá fui eu. O lugar era simpático. Mas bem diferente do  que costumo freqüentar, seja na Inglaterra, seja no Rio. De fato, tinha  a cerva – quente! Pra variar&#8230; O preço, nem quero comentar&#8230; Mas  não é desse valor que me refiro no título, apesar de a questão também  tocar no bolso. Imaginem vocês o meu susto quando descubro quanto as  pessoas estavam pagando para assistir a Dani, Dani, Dani, Daniela. A  módica quantia de 40 libras esterlinas! Já fizeram as contas?</p>
<p>Numa conversão porca de 1  libra = 4 reais, temos, senhoras e senhores, brasileiros que pagaram  R$ 160 para assistir a um show de menos de duas horas, num lugar pouco  maior do que o círculo central do Circo Voador (desconta a parte descoberta,  se não dá três do tal Guanabara), com atrasado de mais de três horas  – a moda brasileira, claro. Deixa a pontualidade britânica pro inglês  ver, “aqui só tem brasileiro e português”, a morena baiana insistia  em repetir. Bem&#8230; Não foi ruim. Mas vamos combinar que por essa descrição  também tava longe de ser bom.. E olha que eu não paguei nada além  da cerva.</p>
<p>Agora vamos lá. Esse sábado  vou assistir à Maria Rita por aqui. Dessa vez pagando, com muito orgulho.  Querem saber quanto? Acho que ninguém advinha. Mas, enfim, eu conto:  15 libras, meus caros. Pra assistir de camarote, no teatro de um dos  centros culturais mais badalados daqui, o Barbican. Uma gracinha só.  Agora aposto com vocês – e ainda pago em libras – que se tiver  atraso, não passa de meia hora, só pra dar um charme. E o público,  bem, vou tentar contar os brasileiros que encontrar por lá. Se bobear,  vai dar pra marcar só nos dedos das mãos&#8230;<br />
<em>Nota ao leitor: Prometo, na  próxima coluna, dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que  a verdade quanto as minhas previsões, elas se concretizando ou não.  Aguardem&#8230;</em></p>
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		<title>Bajofondo - Mar Dulce</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Real</dc:creator>
		
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Em  “Mar Dulce”, Bafojondo desperta o  “espírito tangueiro” de cada um de nós
&#8220;Luiza,  você já ouviu a música da abertura da novela?&#8221;, essa pergunta  tornou-se freqüente desde a estréia de &#8220;A favorita&#8221; (a nova  novela das 21h da Globo). E, geralmente, após a minha reposta positiva,  vem mais um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo01.jpg"></a><strong></strong></p>
<p><strong>Em  “Mar Dulce”, Bafojondo desperta o  “espírito tangueiro” de cada um de nós</strong></p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo02.jpg"><img class="alignright alignnone size-full wp-image-167" style="float: right; margin: 10px;" title="bajofondo02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo02.jpg" alt="" width="250" height="224" /></a>&#8220;Luiza,  você já ouviu a música da abertura da novela?&#8221;, essa pergunta  tornou-se freqüente desde a estréia de &#8220;A favorita&#8221; (a nova  novela das 21h da Globo). E, geralmente, após a minha reposta positiva,  vem mais um questionamento: &#8220;É do Gotan Project?&#8221;. Não,  apesar de ser um tango modernoso, &#8220;Pa&#8217;bailar&#8221; faz parte do  álbum &#8220;Mar Dulce&#8221; do grupo Bajofondo.</p>
<p align="justify">Embora  apresentem propostas similares — a mistura do tango com sons contemporâneos,  com direito a muitas programações — as sonoridades de Gotan e Bajofondo  se diferenciam pela naturalidade de seus integrantes: enquanto Gotan  é formado por argentinos e franceses (o que dá um quê das antigas  chansons às suas músicas), o Bafojondo é formado por uruguaios  e argentinos (encabeçados por Gustavo Santaolla, argentino ganhador  de dois Oscar pelas trilhas sonoras de “Babel” e “Brokeback Mountain”),  numa espécie de aliança do Rio da Prata pela disseminação do tango.</p>
<p align="justify">Isso  faz com que as músicas do Bajofondo estejam mais carregadas de acento  latino e, não raramente, o grupo gosta de trabalhar com parcerias latino-americanas  de diversos estilos musicais. Essa tendência se repete em “Mar Dulce”  — seu terceiro álbum (o primeiro gravado totalmente ao vivo, em estúdio,  e em que o grupo assina sem a expressão “Tango Club” em seu nome)  — lançado no segundo semestre do ano passado.</p>
<p align="justify">Apresentando  um equilíbrio maior entre os arranjos eletrônicos e os clássicos  de tango (recheados de belíssimos pianos, violinos e acordeons), as  canções de “Mar Dulce” chegam ao ótimo meio-termo entre esses  dois mundos: não é um tango metido a novo, nem um techno tentando  ser tango. É uma outra coisa, um som próprio.</p>
<p align="justify">Com  isso, as outras propostas de misturas não soam estranhas. Há espaço  para a o rap do argentino Santullo em “Ya no duele” e da espanhola  Mala Rodriguez em “El andén”, para o lamento rasgado e choroso  — e quase bolero — de Juan Subirá (da banda argentina Bersuit Vergarabat)  que canta “Hoy” e para os suspiros românticos de Gustavo Cerati  em “El mareo”.</p>
<p align="justify">Contudo,  não só de castelhano vive “Mar Dulce”. Em sua constante busca  pelo o espírito tangueiro que existe em cada parte do mundo, o grupo  também conta com outras participações. Elvis Costello empresta seu  vozeirão rouco à interpretação magnífica de “Faily night” (que  de longe é a canção mais densa do disco e a que mais lembra a época  de ouro do tango). Já “Slippery sidewalks” — a faixa mais moderninha  do álbum, composta em parceira com o roqueiro uruguaio Juan Casanova  — conta com os vocais super sensuais de Nelly Furtado. E o destaque  do disco, &#8220;Pa&#8217;bailar&#8221; (sim, a música-trilha da novela) traz  a participação do renomado violinista japonês Ryota Komatsu.</p>
<p align="justify">“Mar  Dulce” é um trabalho impecável da primeira à ultima canção: é  o passeio do tango pelo mundo. É um ótimo instrumento despertador  para o “espírito tangueiro” ainda adormecido em muito de nós.<span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-166" title="bajofondo01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/07/bajofondo01.jpg" alt="" width="500" height="197" /></p>
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		<title>A sete palmos: Apatia</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 02:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tai Nalon</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna Esquerda]]></category>

		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

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		<description><![CDATA[De tal forma ígnea, de tal forma gelada &#8211;ela passa como se não soubesse que calor tem.
É conseqüência do zelo, aquele que se tem por amor próprio, amor esse que se faz debaixo do cobertor da alma, alma essa que ela não tem.
Ela se apega ao desapego das coisas morais, porque o que tange aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg"><img class="alignright alignnone size-medium wp-image-97" style="float: right; margin: 10px;" title="sete-palmos5" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/05/sete-palmos5.jpg" alt="" width="282" height="200" /></a>De tal forma ígnea, de tal forma gelada &#8211;ela passa como se não soubesse que calor tem.</p>
<p>É conseqüência do zelo, aquele que se tem por amor próprio, amor esse que se faz debaixo do cobertor da alma, alma essa que ela não tem.</p>
<p>Ela se apega ao desapego das coisas morais, porque o que tange aos seus princípios &#8211;todos eles inalcançáveis&#8211; é simplesmente a dor de não se sentir, a voz de não se gritar, a cor de não se enxergar, o som que não se pode ouvir.</p>
<p>Ela é sem viver.</p>
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		<title>Nação Zumbi e também carioca</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 20:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Gonçalves</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é só uma frase que DuPeixe fala por falar: no Rio, o Nação Zumbi está em casa. Pela reação do público, que não esfriou em nenhum momento do show feito na última na sexta-feira no Circo Voador,  pela lotação da casa – a fila, virando o quarteirão era emblemática com tantas boas opções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é só uma frase que DuPeixe fala por falar: no Rio, o Nação Zumbi está em casa. Pela reação do público, que não esfriou em nenhum momento do show feito na última na sexta-feira no Circo Voador,  pela lotação da casa – a fila, virando o quarteirão era emblemática com tantas boas opções na Lapa –, pelo barulho que Otto e B Negão provocaram no bis. Eles estavam em casa, mesmo fora de Pernambuco.</p>
<p>A ênfase no último CD, Fome de Tudo, mais melódico e mais redondo – mais pop, por que não dizer? – não desagradou em nada aos fãs mais saudosistas. O show, afinal, teve sim “Bossa Nostra”, “Toda surdez será castigada” e “Assustado”. Mas teve, como sempre, referências ao grandessíssimo grande Chico Science; como quase sempre, uma participação apoteótica de Otto na saideira “Manguetown”. E teve ainda, quem diria, músicas que o público carioca há tempos não via por aqui, como “Oh Risoflora” e “Etnia”.</p>
<p>E para quem ainda tinha alguma dúvida, a eterna comparação, antes e depois de Chico Science, está superada no palco. Du Peixe mostra ousadia e segurança, sem esquecer o passado. Não há porque negar o passado, ele sabe. “A praiera”, “Cidade” e “Da lama ao caos”, estão presentes sim, em um medley, mas com marca própria. E “Quando a maré encher” e “Macô” fazem tanto barulho na platéia quanto “Blunt of Judah” (do álbum Nação Zumbi, de 2002, já sem Science).</p>
<p>Com tantas referências, com tantos bons momentos, parece difícil classificar uma música como a mais empolgante da noite. Mais difícil ainda dizer um momento do show em a platéia parou para respirar. Talvez só minutos depois da saideira apoteótica de “Manguetown”. Mas naqueles mais de cem minutos, todos levaram suas almas para passear.</p>
<p><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-161" title="nacao-zumbi02" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi02-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-160" title="nacao-zumbi03" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi03-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><a href="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-159" title="nacao-zumbi01" src="http://re-vista.info/wp-content/uploads/2008/06/nacao-zumbi01-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
]]></content:encoded>
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